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| Por do sol na área verde da UFS |
Sua mão deslizou sobre mim com a naturalidade temerosa de um animal arisco. Não podia, por minha parte, não reagir ao toque comum que em mim santificava o dia.
Descendo e revolvendo-me, seus dedos tripudiavam sobre minhas emoções. E sem citações, canções alegres meus pelos entoavam.
Ah!
A droga de se ter um coro em minha pele e uma voz cantante em minha face, ainda que orquestrada por um mão brincalhona, é não poder dizer, ao vão persistente entre nós, o quanto ecoa meus pensamentos.
O momento, tão repentino quanto chegou, se foi. E agora, onde está?
Deixei-me levar pela leviandade de amar em segundos.
Deixei-me estar no paraíso mundano do futuro.
E cai – ante a tensão do presente – no mais terroso estado, afundando na depressão da minha solidão acompanhada.
E agora?
(De quando a vida brinca de ser criança e o destino a repreende sem pudor, em público)
