Orla lagunar. Marechal Deodoro-ALAinda hei de dizer [baixo como um sussurro]que é a cor dos seus olhos minha distraçãoa minha perdição o lábio molhadoque são meus os seus pésinsistentes rebeldesque é seu meu pensamentoo meu tormentoque no dia vindouronem todo … Continue lendo Buscando a alma #4
Tag: Poema
Buscando a alma #3
Por do sol na área verde da UFS Sua mão deslizou sobre mim com a naturalidade temerosa de um animal arisco. Não podia, por minha parte, não reagir ao toque comum que em mim santificava o dia.Descendo e revolvendo-me, seus dedos tripudiavam sobre minhas emoções. E sem citações, canções alegres meus pelos entoavam.Ah!A droga de se … Continue lendo Buscando a alma #3
Buscando a alma #2
Tenho em mim o ciúmeDo ventoDo tempoDo ósculoTenho em mim a alma inquietaDa casaDa vidaDa deixaTenho em mim todos os tormentos do mundoDo seu rumoDo seu olharDo seu estarO que não tenhoÉ o seu amor, enfim.(De quando o ciúme queima mais que o sol do meio dia.)
Buscando a alma #1
Desapareci entre as mentiras que inventeiReinventei-me sem os amores dantesE como antes sou a sombra do que não fui.(De como a madrugada não deixa nada para depois, cobrando a fatura dos ditos que um dia disse ao coração amado, aos olhos espelhados, à boca tida).
Despedidas: nem sempre suas, nem só minhas
Tem a despedida um sabor tão intenso que não se pode dizer se é doce, amargo ou salubre. Tem essa forma de chegada, a partida, uma dor no estômago, uma lágrima escondida no canto dos olhos, um sorriso extravagante tão grande que o corpo, por si só, repele todas as emoções. A tristezapela despedidaE a … Continue lendo Despedidas: nem sempre suas, nem só minhas
Poema feio
E se a frustração de um amor for apenas um aviso?E se a paisagem for o quadro na parede dos cem anos?E se solidão for o axioma da vida?E se vida for morte?E se a morte for o agora, presente?Se amar for odiar, do lado avesso?Se estar inteiro for quebrar-se em medos?Se deixar ir for … Continue lendo Poema feio
Temos #09
Temos que......ler mais...ouvir mais...pensar com bom senso...falar claramente...andar com altivez...desprezar ações imbecis...promover a cultura local...valorizar as ações coletivas sem menosprezar as ações individuais...estabelecer metas, mesmo que não sejam cumpríveis...ter mais paciência...irar-se menos com as pessoas...assistir mais televisão...navegar menos na internet...cobrar direitos individuais...resguardar o conhecimento adquirido...procurar absorver mais as características do ambiente...estar entre agressivo e sensível...cantar … Continue lendo Temos #09
Ida da Tristeza #05
Vai tristeza minhaleva a melancolia que tenta nos enfrentartraz de volta: A nossa pornografia tão querida A nossa cumplicidade tão amada A nossa dúvida tão repudiada O nosso "duplo sentido" tão utilizado A nossa vergonhosa nudezQuando chegar lá: pede para voltar nossas lágrimas nossos sorrisos … Continue lendo Ida da Tristeza #05
Um conto para Melissa
No corredor cinza-e-branco o tempo não podia ser medido apenas por um relógio digital, na tela de um aparelho celular, cujo plano de fundo sempre lembrava o mais lindo sorriso que já viu. Também não podia ser aprisionado durante aqueles breves instantes em que a luz do visor se mantém acesa e seus olhos buscaram, … Continue lendo Um conto para Melissa
Um poema despretensioso
Há algum tempo, sem ter o que fazer e olhando meu celular carregar, acabei escrevendo o mecanismo visual do carregamento com pesamentos. O Resultado foi esse:Vermelho, Verde, AzulVermelhoO batom desnecessário da sua bocaOs lábios que ornam um belíssimo rostoOs olhos que iram-se e choramAs Lágrimas que não eclodemA paixão incontidaA incontinência do tempoAzul, Verde, VermelhoVerdeQue … Continue lendo Um poema despretensioso