Vez em quando a chuva cai de repente e a falta de um guarda-chuva causa o maior transtorno. É correria para a próxima marquise, é um desespero para não molhar o cabelo, a roupa, o celular. É o furdúncio que toma conta das pessoas e dos automóveis, todos procurando livra-se das inocentes gotas de água. … Continue lendo De vez em chuva
Tag: Rafael Rodrigo Marajá
Ida da Tristeza #05
Vai tristeza minhaleva a melancolia que tenta nos enfrentartraz de volta: A nossa pornografia tão querida A nossa cumplicidade tão amada A nossa dúvida tão repudiada O nosso "duplo sentido" tão utilizado A nossa vergonhosa nudezQuando chegar lá: pede para voltar nossas lágrimas nossos sorrisos … Continue lendo Ida da Tristeza #05
Silêncio #04
O Silêncio trás à tona a realidade nua inerente ao indivíduo que cala, mesmo que não o faça ao mundo, tornando-o instrumento de si na calma ou correria que nos rodeia a toda hora o dia inteiro. O estado de silêncio, se não o melhor, é um dos melhores companheiros para se estar a qualquer … Continue lendo Silêncio #04
Um conto para Melissa
No corredor cinza-e-branco o tempo não podia ser medido apenas por um relógio digital, na tela de um aparelho celular, cujo plano de fundo sempre lembrava o mais lindo sorriso que já viu. Também não podia ser aprisionado durante aqueles breves instantes em que a luz do visor se mantém acesa e seus olhos buscaram, … Continue lendo Um conto para Melissa
Pela janela
Fico observando a paisagem urbana através de minha janela adaptada contra a luz do sol, na noite que chove e faz calor, e enquanto uma música toca nos alto-falantes do computador mais próximo, uma música conhecidíssima, íntima, sempre presente nos tempos idos, fico olhando para a avenida intransponível durante o dia e deserta nessa hora … Continue lendo Pela janela
O tempo
Não temos tempo!Viajamos para mais perto de nós ao distanciar-nos dos espaços físicos que nos é conhecido. Olhamos para dentro quando, frente ao espelho, olhamos a cor de nossos olhos, e não se o cabelo está arrumado, o batom impecável, a roupa alinhada e o conjunto da obra - nem tão bonita às vezes -, … Continue lendo O tempo
Código #01
Em uma pequena rememoração, republicarei alguns textos esquecido em Caixa Precisa. Para abrir a série tem Código:Namorar codifica o ato da paciência, da fidelidade, da honestidade, da doação e da exposição em graus anormais, exemplificando a caráter humano em inúmeros micro atos diários em inexplicáveis fatos de um cotidiano dividido entre duas pessoas fortemente ligadas, mesmo que … Continue lendo Código #01
A Lembrança
Vez ou outra tem o prazer de lembrar-se de alguma coisa que já vivemos intensamente e que, no fim, algo deu errado e uma matilha de gente saiu em gargalhadas e outra em um tal desconsolo que perseguiu o espírito de um ou outro por um certo tempo. Nesse espaço temporal, onde quase tudo acontece, … Continue lendo A Lembrança
Reflexão da madrugada
O que acontece quando o que era para “sempre” tornou- se passageiro, flutuante entre a emoção que surgiu entre o dia ocioso que corria na maré da mansidão da espera que algo aconteça e a razão entre as partidas e despedidas, inúmeras, de todos os dias?O que acontece quando se olha dentro de uma pessoa, … Continue lendo Reflexão da madrugada
Sua superfície, sua profundidade
As pessoas têm medo de morrer, que em uma viagem de carro a curva seja muito estreita ou que em um dia normal a foice implacável do acaso ceife-lhe sua preciosa vida, mas não se abstém de moverem-se entre o efeito do álcool e a insanidade da prevaricação com as criaturas mais estranhas que existe.Outras … Continue lendo Sua superfície, sua profundidade