Deixa gostar de bagunçarO cabelo na camaA Casa na tardeO rosto em perfumeGosta de deixar Eu balançarA barriga e a cabeçaNo almoço e na sestaDa tarde de terçaDeixa-me acarinharNo fim do diaE na noite a chegarO rosto desalinhoAlinha essa vida tuaCom a minha bagunçaNessa coisa que gosta De chamar nossaVida.*Poema do livro Anjo da Guarda, de … Continue lendo Dia noturno*
Tag: poesia
Vingança*
EsperoQue a vida passeQue a raiva atravesseO corpo e a almaE mate, com força e destreza,Aos que a nutremQue o tempo corraE envelheças na camaDe ratos e poçasDe sangue e suorQue cavaste ontemQue teus desejos Perversos e maldososSe cumpram com todoO seu ardor e vivacidadeContra tua figuraQue não sobreNem ossos nem lembrançasNem passos nem vistasDo … Continue lendo Vingança*
Desastre*
Me olha de cimaE me vê como alvoDo tiro certeiro e daAgulha afiadaOlha do céu e não vêA casa caída no barroVermelho e lameiroDa bala certeiraVê-me na casaA pique e a taipaDa graça que concedeuSeu dedo algozVisto de cimaTudo parece nuaE simples criaDa bala fantasia.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Paixão (?) a qualquer custo
CRISTOTu nos dividiste,A tua chegadaprecipitoua agonia.Chegaste,o coração saindode um fulgor invisível.Era cedo, tarde.O mundo acelerousua agonia. Aspassadas iame voltavam.Tu nos dividiste.Tem o amorestigma, cicatrizfenecida?Tem sinaiscambaleantes?Dividistea agonia.(Carlos Nejar, In Os Viventes, pág.71-72.)A sexta-feira corre com o sangue do homem que despencou da horrorosa estátua do Cristo do Goiti. O vivente deixou esse mundo com a indignidade … Continue lendo Paixão (?) a qualquer custo
Depois da Festa*
Caça os prantosNos pratos sujosNos restos comidosCaça a gargalhadaDa festa vividaNa casa arrumadaNa procura de perdidosAchados foram olhosBocas, cigarros e fatosQue no repente foram cantadosDesprocurando ossosAchados foram os casosTraídos e amadosNo sigilo do acaso.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Crescida*
Passada a inocenteDe doce e pirulitoNo barro a brincarResta a adulta sem larAcabada a paz infante Sobra apenas à crescenteLua no altarA pedir e a chorarMais um doce a saborearDoce foi a rua correriaO suor frio do desassossegoPulante e medrosoDo brinquedo novoSaboreada não foi A coisa da criançaInfeliz na alegriaE contente na tristezaPassada a infânciaA … Continue lendo Crescida*
Caminhada*
Quando o choro pararE o calor cessarNo desespero sofridoA razão há de aparecerNo espelho em frenteNa foto rasgadaNo sapato viradoNa cama desfeitaNa besteira caídaQuando sair de repenteE na rua vir seus brilhantesNas mãos de outra serpenteVerá, no clarão da razão, Seu poderio abaladoSua nudez expostaSua acabada quimeraQuando a calmaria ainda vier longeE de tudo deixar … Continue lendo Caminhada*
A saga ENEM: Revival
Então eu estava lá, escrevendo na barriga da besta quando... um o Aplicador da prova, que não sabia nem o que estava fazendo, começa sua saga particular para matar a fome de 10 meses de jejum. O Aplicador rasgou o saquinho de amendoim chinês derramando-o todo no chão ( aí vão meia hora para juntar … Continue lendo A saga ENEM: Revival
Mundo – Antologia Poética
Somos inconstantes, mutantes em vidas que vagueiam entre acalantos e desavenças. Pedimos portas abertas, fechamos janelas e encontramos no alheio o que geralmente nossa inconstância permite: o inesperado.Em outros olhos, bocas e corpos descobrimos o poder da palavra escrita, dita várias vezes, creditada sempre ao ineditismo de um mundo onde só existem as fantasias, nem … Continue lendo Mundo – Antologia Poética
Nasce um Mago, Nasceu Drummond
foto:thesecret.tv.brEm trinta e um de outubro de mil novecentos e dois o Brasil entrou para a história como o país com mais um Mago. Mais um, apenas?Talvez devêssemos dizer o Mago das Minas Gerais, aquele que morto está vivo e que ainda vivo já era ícone da literatura nacional, na prosa, poesia e artigos. Esse … Continue lendo Nasce um Mago, Nasceu Drummond