O escuro apareceO dia enegreceO céu escureceA rua desapareceeces da história do monstro no armárioda casa mal assombradados bichos embaixo da camaEsses medos que um diaForam os noturnos pesadelosDa inocência antigaÉ a gozação do pecado presente.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
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Galinha*
Não quero seu beijo No meu triste sossegoDe leito vazioNão oprima seu bocejoNa conversa sem nexoDo meu lábio esguioCaia na sua gandaiaE deixe gaia na casa Do meu caso sem graçaEngrace o nexoDe um sexo sem causaE cause de novoSeu brilho de ovo.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Dia noturno*
Deixa gostar de bagunçarO cabelo na camaA Casa na tardeO rosto em perfumeGosta de deixar Eu balançarA barriga e a cabeçaNo almoço e na sestaDa tarde de terçaDeixa-me acarinharNo fim do diaE na noite a chegarO rosto desalinhoAlinha essa vida tuaCom a minha bagunçaNessa coisa que gosta De chamar nossaVida.*Poema do livro Anjo da Guarda, de … Continue lendo Dia noturno*
Vingança*
EsperoQue a vida passeQue a raiva atravesseO corpo e a almaE mate, com força e destreza,Aos que a nutremQue o tempo corraE envelheças na camaDe ratos e poçasDe sangue e suorQue cavaste ontemQue teus desejos Perversos e maldososSe cumpram com todoO seu ardor e vivacidadeContra tua figuraQue não sobreNem ossos nem lembrançasNem passos nem vistasDo … Continue lendo Vingança*
Desastre*
Me olha de cimaE me vê como alvoDo tiro certeiro e daAgulha afiadaOlha do céu e não vêA casa caída no barroVermelho e lameiroDa bala certeiraVê-me na casaA pique e a taipaDa graça que concedeuSeu dedo algozVisto de cimaTudo parece nuaE simples criaDa bala fantasia.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Depois da Festa*
Caça os prantosNos pratos sujosNos restos comidosCaça a gargalhadaDa festa vividaNa casa arrumadaNa procura de perdidosAchados foram olhosBocas, cigarros e fatosQue no repente foram cantadosDesprocurando ossosAchados foram os casosTraídos e amadosNo sigilo do acaso.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Crescida*
Passada a inocenteDe doce e pirulitoNo barro a brincarResta a adulta sem larAcabada a paz infante Sobra apenas à crescenteLua no altarA pedir e a chorarMais um doce a saborearDoce foi a rua correriaO suor frio do desassossegoPulante e medrosoDo brinquedo novoSaboreada não foi A coisa da criançaInfeliz na alegriaE contente na tristezaPassada a infânciaA … Continue lendo Crescida*
Caminhada*
Quando o choro pararE o calor cessarNo desespero sofridoA razão há de aparecerNo espelho em frenteNa foto rasgadaNo sapato viradoNa cama desfeitaNa besteira caídaQuando sair de repenteE na rua vir seus brilhantesNas mãos de outra serpenteVerá, no clarão da razão, Seu poderio abaladoSua nudez expostaSua acabada quimeraQuando a calmaria ainda vier longeE de tudo deixar … Continue lendo Caminhada*
Reflexo
Não quero espelho Que me agrade Me disfarceMe repitaNão quero bocas que repetemSerpentes de areia que adoram Piadas ingratas Risos debochadosO que poderia ter de um espelho [Luz refletida?] [Concavidade clarividente?] Além de poderes podres?
Galinha
Não quero seu beijoNo meu triste sossegoDe leito vazioNão oprima seu bocejoNa conversa sem nexoDo meu lábio esguioCaia na sua gandaiaE deixe gaia na casa Do meu caso sem graçaEngrace o nexoDe um sexo sem causaE cause de novoSeu brilho de ovo.Clique aqui e leia Um quarto no escuro.Clique aqui e leia Áspide.