No corredor cinza-e-branco o tempo não podia ser medido apenas por um relógio digital, na tela de um aparelho celular, cujo plano de fundo sempre lembrava o mais lindo sorriso que já viu. Também não podia ser aprisionado durante aqueles breves instantes em que a luz do visor se mantém acesa e seus olhos buscaram, … Continue lendo Um conto para Melissa
Tag: Música
Agora, enquanto dorme o sono
Por que você dorme durante a madrugada?Se é de insônia que se compõe meus pensamentos e de multiplicações que não se fazem, dos nossos dizeres tão sem sentido!Por que tem que ir embora?Se é de chegada que é feita a nossa estadia!Por que complica tanto o incomplicável?Se é de simplicidade que é feito o nosso … Continue lendo Agora, enquanto dorme o sono
O Ninguém
Ninguém verá os meus sonhos nem todas aquelas necessidades que surgem quando a luz apaga, a febre ataca, a chuva cai e todos dormem. Ninguém ouvirá as necessidades que saem de debaixo da cama quando a bateria descarrega e a mente passa a funcionar obstinadamente para alcançar um único ponto no passado. Ninguém manda mensagens … Continue lendo O Ninguém
A Lembrança
Vez ou outra tem o prazer de lembrar-se de alguma coisa que já vivemos intensamente e que, no fim, algo deu errado e uma matilha de gente saiu em gargalhadas e outra em um tal desconsolo que perseguiu o espírito de um ou outro por um certo tempo. Nesse espaço temporal, onde quase tudo acontece, … Continue lendo A Lembrança
A tirania do calendário
As datas não mentem. Elas são mudas, surdas, mas não cegas, não esquecidas, nãos insanas. A numerologia do calendário guarda a corrente vital que passa por nós e leva entes, ela, ele, nós, vós, aquilo, tudo. Leva o querer que não era pensando em outro momento. Leva. Apenas.Quantas dezenas, ou unidades, ficaram gravadas na mente … Continue lendo A tirania do calendário
A vulgaridade do dia dos namorados
Obra: artista turco Aykut Aydoğdu. Pinterest.A vulgaridade do dia dos namorados é completamente cômica, irritante e deprimente. A comicidade dessa data carnavalesca encontra-se no fato de que as mulheres são presenteadas com verdadeiras alegorias que, além de bregas, carregam o estereótipo cultivado entre a mentalidade infantil de homens sem criatividade e mulheres sem nenhum senso … Continue lendo A vulgaridade do dia dos namorados
As trevas de hoje, a boemia de ontem
A boemia, antes exercício natural de muitos daqueles que hoje temos como ícones literários e musicais, tornou-se um argumento desfavorável à confortável vida tranquila e produtiva do nosso cotidiano. E talvez seja isso o que torna as produções artísticas medíocres, acarretando em um insignificante diferencial no mercado de trabalho. É durante a noite que as … Continue lendo As trevas de hoje, a boemia de ontem
Do outro lado da parede
Arte AbstrataAs pessoas têm o hábito de esperar aquilo que, talvez, não se pode esperar e acabam se decepcionando. Ah!, essas decepções são apenas frutos da imaginação de quem só espera. E isso é um dom de muitos! Entretanto, contrapondo-se a esse movimento gerador de desilusão está a curiosidade, ou melhor, a forma de pessoas … Continue lendo Do outro lado da parede
Recomeço
Fim de tarde de Palmeira dos Índios - AL. Foto: Ivan TenórioO verão foi-se embora junto com toda a poeira da sequidão de dias de intenso calor. Foi-se junto com o último sonho de uma noite quente e deixou para trás as previsões de um retorno ainda mais surpreendente. Foi-se com a sutileza de uma … Continue lendo Recomeço
A poesia da Princesa
Barbara Vasconcelos e R. R. MarajáPoesia é uma arte que mesmo quem pensa ter, na verdade não a tem, apenas imagina. Poesia é uma expressão condensada de uma vida cheia de observações realmente praticadas no dia a dia de uma normalidade tão humana e que, mesmo olhando para o nada de uma manhã uniformizada, ou … Continue lendo A poesia da Princesa