Foto: reprodução IbahiaA segunda-feira é cheia de surpresinhas e nem sempre agradáveis. Logo depois do almoço, quando a indecisão entre a cesta e o prosseguimento das atividades do dia constrange-me ao acesso às redes sociais, o Twitter é inundado por postagens dos veículos de comunicação noticiando a queda do avião de pequeno porte que transportava o … Continue lendo Gabriel Diniz e a morte na segunda
Tag: Morte
O preço do cretinismo
Quão horrível deve ser passar uma vida inteira buscando a aprovação alheia, submetendo-se a todo tipo de humilhação – aceitável do ponto de vista da aprovação social em determinados grupos – e chegar à velhice tendo se tornado um ser abjeto, conivente com todo tipo de ilícitos e iniquidades, presa às correntes que forjou durante … Continue lendo O preço do cretinismo
Morta, finalmente
Foto: Alagoas24h.A chuva caia com força sobre o barro vermelho, que já estava mole com tantas chuvas anteriores, tornava-se lama em uma manhã chuvosa no campo santo municipal. O féretro, chafurdado na lama, foi apressado. O buraco, onde a morta seria depositada, ia se enchendo de água, uma água que caía sobre justos e injustos, … Continue lendo Morta, finalmente
Morte Solitária*
Acenda o cigarroE queime o pulmãoA alma e a casaDestrua o fígadoCom garrafa aberta De cachaça ou uísqueArrase o olho com o pinoDo álcool inconsumidoMate-se sem levar consigoNada de dentro ou de fora.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Morte*
Luta, briga, falaCome, corre,cansaVai, vem e someClareia, distorcetorce e segueno caminho sem sentidoO sonho vem, acabaPassa e morre juntoCom a alma lembrada.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Morte Súbita
J. K. Rowling revelou uma faceta capaz de desenvolver uma sensibilidade no leitor que nenhum outro autor de saga ou série até então foi capaz. Em Morte Súbita, romance renegado pelos fãs da escritora e também pelas editoras, é surpreendente e evidencia o que todos já sabem – J. K. Rowling é uma escritora brilhante. … Continue lendo Morte Súbita
Meu "até logo"
Foto: Lindinha, há 19 semanasA manhã vai começar com os tons do verão, em uma aquarela laranja, azul e branca, na profusão de cores que somente essa estação é capaz de pintar no negro azul do céu. Não há chuviscos como na madrugada em que saíste para dar-me “até logo” e que com um olhar … Continue lendo Meu "até logo"
Parecença escriturária
Comendo uma fatia do bolo de aniversário de um desconhecido, às 3h47, sob a luz fraca da minha cozinha, eu pensava sobre a dificuldade de expressar, seja em poucas linhas ou difíceis palavras, nosso sentimento ou singelo estado de ânimo para alguém que seja íntima ou que precise de palavras amáveis e afáveis.Em minha última … Continue lendo Parecença escriturária
Fim
Um dia, quando a caminhada já está adiantada, a morte chega e arrebata a todos, um de cada vez, com a tranquilidade de uma brisa em dia de verão. E o que resta são lembranças de uma vida bem ou mal vivida. Lembranças apenas.Fim é um registro de lembranças, de vidas entrecruzadas pelos laços da … Continue lendo Fim
Um pouco de sangue
A semana é dita santa. Mas onde está a santidade no homicídio? No assassinato? Nas desprezíveis mazelas da humanidade que mata e morre por uma fé que não se justifica?Adoramos adorar um corpo que jaz eternamente crucificado em algum ponto distante, no tempo e no espaço, enquanto esquecemos de viver adequadamente. Bebemos, figurativamente na falta … Continue lendo Um pouco de sangue