Luta*

Sujo-me com o sangueDos enterrados vivosNa miséria telúricaDas terras passadasSujo-me com a corDo sangue derramadoEm emboscadas e alvosDas dívidas pagasSujo-me com prantoEm rubro cantoDas viúvas de órfãos Clandestinos e tidos                    Sujo-me com o leiteDerramado e queimadoCom o tiro disparadoNo vermelho entardecer.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.

Matilhas sociais

Foto: Arte Assíria. Fonte: uol históriaCaminhando pelo Juca Sampaio, rente à linha férrea, vendo os regalo aos orixás e eguns de um lado e observando as fracas obras de infraestrutura que ora fingiam desenrolar no outro lado da estrada de ferro, deparei-me com uma matilha de cães abandonados sobre uma gramínea, onde outrora era domínio … Continue lendo Matilhas sociais