Obra: Young Girl Bathing. Renoir. 1892. Óleo sobre tela.Um dia seu amor aparecerá, na esquina ou sentado ao seu lado em um ônibus qualquer da vida. Ele olhará para sua face e pedirá que o ame sem consultar ninguém de confiança, sem pensar nos problemas e sem medir as consequências. Pedirá que não olhe para … Continue lendo 23:43 – Surpresa*
Tag: Literatura Brasileira
23:40 – Não vou abrir a mão!*
Estatua: Head from a Statue of King Amenhotep I. Dinasty 18. MetMuseumCada vez que a luz estupra meus olhos, trazendo-me para a realidade nua, exposta em carne viva, explodo todos os poros em estupores desenganados pela ciência do acaso. Meus casos acabaram na noite passada entre a passarela do tráfico e os limites matemáticos das … Continue lendo 23:40 – Não vou abrir a mão!*
23:34 – Lembranças rasgadas*
Obra: Portrait of a Young Man. Bronzino. 1530s.Se me perguntarem de amores e paixões tidos não responderei ao chamado da curiosidade alheia, ignorar-lhe-ei até mesmo durante os instantes mais intensos de sua insistência. Guardadas em meus sentidos, as perguntas ficaram sem resposta concreta, sem certezas cujas razões sabem até mesmo os mais débeis seres do … Continue lendo 23:34 – Lembranças rasgadas*
23:25 – Meu lar*
E no meu castelo o ouro está espalhado pelas paredes, em corredores imensos cheios de fotografias e muitas flores, o assoalho está coberto de poeira cristalina, vinda especialmente da estrela da manhã, uma planície repleta de segredos a desvendar por aquele que caminhar. Um olhar mais atento e poderá ver, entre as pedras de mármore … Continue lendo 23:25 – Meu lar*
23:15 – Varrendo a Solidão*
Obra: Susan Walker Morse (The Muse). Samuel F. B. Morse. 1836-37.A solidão para em frente à cama na tentativa fracassada de acalentar as lágrimas que escorrem de grandes olhos infelizes. Sorri para ela como a oferecer um bem nunca experimentado para nem mesmo receber, em troca, a palavra de repulsa que a fará feliz na … Continue lendo 23:15 – Varrendo a Solidão*
23:10 – Pelo ralo*
Escultura: Aquamanile in the Form of Aristotle and Phyllis. Metmuseum.E tudo vai mal quando vai tudo pelo ralo, deixando sobre o piso restos solúveis. E vai qualquer lembrança boa e de tudo sobra apenas as caixas de maldizer sinceras ou não. Mal vão também as tempestades sem frio, no calor das destruições banais.Ah, essa banalidade … Continue lendo 23:10 – Pelo ralo*
23:00 – Filhos do Diabo*
Quadro: Max Ernst. 1924.Envelhecendo na mesma proporção em que a juventude faz seu melhor retrato na praia poluída de gritos não dados em respeito à boa educação, reprimidos pelo ego alheio, fazem de si a caverna de estratagemas promíscuos que levarão ao fim seus anseios mais baixos. Tornando-se velhos em plena flor etária estão nossos … Continue lendo 23:00 – Filhos do Diabo*
22:47 – Destino escandalizado*
Quadro: The Lovers, Riza-yi abbasi. Persa, 1565-1565.Não há exatamente uma única forma de manipular o destino a nosso favor: existem várias e de tantos modos que é quase impossível mensurá-las. Entretanto, mais importante que quantificá-las é impô-las ao nosso querer de modo que tudo o que desejarmos seja somente fruto do acaso de nossos desejos. … Continue lendo 22:47 – Destino escandalizado*
22:45 – Quase morte*
Escultura: Seated Figure. 13th century. MetMuseumA paisagem corria solta janela a fora pintada com um verde forte e umas manchas acinzentadas pela chuva recente mostravam as feridas nos pequenos montes à beira da estrada. E as rodas frearam. O automóvel parou após um longo silvo de pneus e asfalto. A paisagem parou. Eu parei.Parei entre … Continue lendo 22:45 – Quase morte*
22:31 – Tempo gasto*
Fotografia: Campden Hill. London. Bill Brandt. April 1949.O tempo que a pessoas gastam contigo é exatamente a expressão do quanto te valorizam.A chuva cai. A noite cai. As pétalas de uma flor caem. A pele cai sobre outros pedaços de pele. Os olhos deixam cair tudo aquilo que não se pode conter porque é grande … Continue lendo 22:31 – Tempo gasto*