Obra: Convalescent, Mme Lepère. Auguste-Louis Lepère. Met.Sob este mesmo céuainda ouço o estalar do chicotee o sangue que de mim escorreSob esta mesma pele sinto a vidae a tristeza que de mim se desprendeem ondasem doresem saudadesSob esta vida que me impôssob este céu que me obriga a viversinto as feridas que faz mimuma triste … Continue lendo Vida imposta
Tag: Literatura Alagoana
Poema a Oxum
Foto: imagem da internet. Oxum.A beleza que flutua nas águas do meu ser é d'OxumA força que move meus desejos por entre as matas do teu ser … Continue lendo Poema a Oxum
Verso ou Velório?
A cerimônia de entrega dos prêmios do VIII Prêmio Prosa e Verso, promovido pela APALCA, foi um tanto estranha - pela magnitude do evento.Em anos anteriores, quando a presidente da Academia não era secretária de cultura do município, a cerimônia era grandiosa, com rua fechada, cronograma de apresentação de artistas e poetas e uma repercussão … Continue lendo Verso ou Velório?
00:10 – Festa de morte*
Vou fazer, quando você morrer, uma festa sem precedentes. Um evento capaz de renegar, do mundo, a amargura, a infelicidade e a incredulidade. Será, das criações humanas, aquela que entrará para a história como a satânica irmã da felicidade. Com músicas, sorrisos, alegrias, brincadeiras, diversões das mais variadas e imprevistas. Será a sua festa, da … Continue lendo 00:10 – Festa de morte*
00:00 – Realidade divagada*
Quadro: Before Dinner. Pierre Bonnard. 1924.Quando eu chegar à sua casa, espero que esteja tudo fora do lugar, em uma histeria que somente nós possamos entender o porquê do açúcar estar no banheiro e da maquiagem na geladeira. E aguardo até que a desordem transforme-se em um aglomerado de coisas falantes, cada um com uma … Continue lendo 00:00 – Realidade divagada*
23:59 – Chore*
Quadro: Ariadne. Giorgio de Chirico. 1913.As lágrimas são os dons que fluem abundantemente naqueles que não têm medo de cair na vida sem projetos nem projeções. São as formas de demonstrar, quando não há mais o que falar, o que deu certo, mesmo dando errado. E quão sortuda é a pessoa que, no íntimo de … Continue lendo 23:59 – Chore*
23:58 – Insolência*
Quadro: Venus and Adonis. Tiziano Vecellio. Não pergunte quando vou deixar de te amar porque a resposta pode ser dura o suficiente para quebrar tuas pernas em pedaços pequenos demais para serem colados. E não perguntes se ainda te amo já que não desejas ouvir coisas desagradáveis. Não vou medir palavras para a realidade jogar à … Continue lendo 23:58 – Insolência*
23:55 – Rotina*
Quadro: Mountain Stream. John Singer. 1912-14. Os ventos nada fazem para aplacar o sol no meio da manhã e trazem, em suas embalagens e folhas secas, as provas de um dia que inicia o recomeço de uma rotina apenas vivida entre tantas outras máquinas e distúrbios. As folhas celulósicas trazem os dizeres de amor de um … Continue lendo 23:55 – Rotina*
23:49 – Chamado*
Quadro: Reflection in the Mirror. Henri Matisse. 1923. Um chamado no portão desperta os sentidos mais inconsciente de ouvidos desatentos no fundo das ondas sonoras do medroso clamor noturno. Poupam-se os demais sentidos da surpresa desmedida feita no entardecer cedo de qualquer hora em que a vontade bate e o desejo salta aos olhos como selvagens … Continue lendo 23:49 – Chamado*
23:47 – Traição*
Quadro: Seated Harlequin. Pablo Picasso. 1901. MetmuseumFalar é o começo de qualquer bar cheio de bêbados sem casa, agitando a animada conversa no outro lado da rua sem o pudor da intromissão em particular discussão de ex-amados. Na gesticulação de palavras ofensivas estão os casos segredados jogados ao chão como coisas sem valor certa vez … Continue lendo 23:47 – Traição*