Arte: Reclining Male Nude. 1907. Henri Matisse. MET.Quando se é bicha de interior há um mundo estabilizado em que existem aqueles que não toleram e nem suporta os atos homossexuais e escandalosos, que a maioria dos gays do interior costumam cometer, e aqueles que fingem que não estão vendo a não-tão-bela-flor desabrochando entre pelos e … Continue lendo Bicha feia, pobre, burra e do interior
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O deus-monstro
Young Sailor II. Henri Matisse. Met.Se você olhar com atenção, com bastante atenção, vai acabar descobrindo o monstro que habita em você e que confraterniza com o deus interior que carrega.O monstro e o deus beijam-se todas as manhãs, discutem sobre a inocência ou a culpa dos afetos e desafetos, destroem e constroem sonhos e … Continue lendo O deus-monstro
23:49 – Chamado*
Quadro: Reflection in the Mirror. Henri Matisse. 1923. Um chamado no portão desperta os sentidos mais inconsciente de ouvidos desatentos no fundo das ondas sonoras do medroso clamor noturno. Poupam-se os demais sentidos da surpresa desmedida feita no entardecer cedo de qualquer hora em que a vontade bate e o desejo salta aos olhos como selvagens … Continue lendo 23:49 – Chamado*
Da ciência e da rua
Fonte: The Marabout. Henri Matisse. 1912Durante a ditadura o governo misturou bandidos sem instrução com presos políticos, muito bem instruídos e organizados. E o resultado foi o crime organizado. É das entranhas da Ditadura Militar que surgiram o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital - é só olhar os lemas e slogans primevos que … Continue lendo Da ciência e da rua
Vermes Coroados
Pintura: The Arm. Henri Matisse. 1938.Não temos honra. Ou se temos, não a empregamos devidamente. Por uma aberração social consideramos normal sermos, como diria meu amigo Newton, "filhos da puta" com os outros e conosco. Não é anormal estarmos entre víboras, aprendendo também a ser uma, e creditando ao outro toda a carga de ações … Continue lendo Vermes Coroados
Amor telefônico
Pintura: Street at Biskra. Henri Matisse. 1906.Pegou o telefone, pressionou a teclinha verde. Esperou. Esperou.Bip. Bip. Bip.A imagem na telinha exibia: "Chamando..."O número discado está desligado ou fora da área de cobertura.A voz da operadora encerrando o sonho de uma tarde de outono.Bip. Bip. Bip.Após o sinal deixe seu recado sem pagar nada por isso.A … Continue lendo Amor telefônico
Papel e Tinta
Pintura: Greek Torso with Flowers. Henri Matisse. 1919.O amor vira letra desenhada em papel vulgar que, depois de dobrado, perde a forma e o tom. Esse papel deixa nos dedos as marcas dos poemas lidos, das prosas fantasiadas, das paixões anteriores. No envelope, com a folha de papel , embarcam também rostos desconhecidos, beijos de … Continue lendo Papel e Tinta
O deus particular
Pintura: Kathy with a Yellow Dress. Henri Matisse, 1951O amor é egoísta. É intrínseco a quem o sente. É fabuloso. É mentiroso e magnânimo em suas manifestações. Dizem que precisamos do outro para amar - e isso é, por si só, uma mentira. No fundo, e de forma inadmissível, necessitamos apenas da representação física do … Continue lendo O deus particular
Não se engane, Brasil
Pintura: Portrait of Lydia Delectorskaya. Henri Matisse. 1947Não se engane os estrangeiros - o Brasil segue sendo o mesmo por baixo do circo armado por alguns grupos de comunicação e por alguns facções criminosas que habitam e disputam o poder no Planalto Central.No nordeste os casos de microcefalia continuam aumentando e os benefícios prometidos por … Continue lendo Não se engane, Brasil
Crise Moral
The Circus (Jazz). Henri Matisse. 1943Desde o populismo varguista o Brasil aceitou, como muita resiliência, a crise moral que se instalou nas instituições republicanas. No período ditatorial a crise foi suprimida pela necessidade de liberdade, a mais buscada era a de expressão, e pela natural justificativa do sistema de governo instalado nos grandes centros urbanos. … Continue lendo Crise Moral