O silêncio, embora argumente-se que é sábio, também serve aos covardes, facínoras e corruptos. Um covarde, que atua sempre a portas fechadas, longe do escrutínio popular e da ética, busca o silêncio para se “resguardar” da justiça quando pego em flagrante delito. Por falar nisso, andamos em tempo em os inocentes são perseguidos, hostilizados, ridicularizados … Continue lendo O silêncio dos depravados
Tag: crônica
Um fim abominável
Quando se acaba um relacionamento, às vezes, um dos envolvidos tem a petulância de desejar felicidades “nessa nova etapa”. É o “seja feliz” mais hipócrita dito na hora mais inoportuna que se pode conceber. Depois do choro, do ranger de dentes, da raiva e das conjecturas e da consequente aceitação, vem a vigília nas redes … Continue lendo Um fim abominável
Palavras não bastam
João Cabral de Melo Neto tem razão – a vida não se resolve com palavras. É preciso atos, fracassos, vitórias, enganos e desenganos. Quando a gente junta tudo isso é reconhece que errou, caiu, sofreu escoriações e quase morreu é que se começa a entender que viver está além das definições.Não é essa coisa que … Continue lendo Palavras não bastam
Humilhação autoimposta
É de se perguntar, não em não raras situações, como as pessoas vivem sobre essa terras de oportunidades-quase-inalcançáveis. Não é a dificuldade de se atingir as oportunidades que causa espanto e sim a capacidade alienada que as pessoas têm de se submeterem à humilhação pessoal de ser um ser abjeto quando poderia ser extraordinariamente refinada.Na … Continue lendo Humilhação autoimposta
O preço do cretinismo
Quão horrível deve ser passar uma vida inteira buscando a aprovação alheia, submetendo-se a todo tipo de humilhação – aceitável do ponto de vista da aprovação social em determinados grupos – e chegar à velhice tendo se tornado um ser abjeto, conivente com todo tipo de ilícitos e iniquidades, presa às correntes que forjou durante … Continue lendo O preço do cretinismo
Um caminhão na PE-040
Fotografia: Olga de Meyer. Adolf de Meyer. 1900. MetmuseumPenteando-se pela manhã, ela procurava um meio para por em prática seu plano autodestrutivo. Pensou que tomar remédios diversos e em grande quantidade era clichê demais. Também não podia dar-se ao luxo de esvair-se em seu apartamento, em meio à solidão que tanto a oprime. Decidiu-se por … Continue lendo Um caminhão na PE-040
A fanática
Fotografia: Fim de tarde em Palmeira dos Índios. Rafael Rodrigo Marajá. 2017Rasgando a roupa, o rosto; destruindo as unhas no piso e arrastando-se pelo chão, a mulher gritava desvairadamente por causa do fogo do inferno que se originava em sua cabeça, escorria pelo nariz e inundava o ambiente fechado.A vergonha já ia entrando pela porta … Continue lendo A fanática
Cabelo de putinha
Depois que cada fio competentemente hidratado, penteado, cortado e chapado, veio a dúvida: Não está muito putinha?Ora essa!E o meu direito de ser ou parecer uma putinha fica onde? Não é porque nasci homem que não posso usar do mesmo deboche com que lido a vida inteira. Os homens se você não sabe, vende-se por … Continue lendo Cabelo de putinha
Doce Dezembro
Quadro: The Palace of Westminster. André Derain. MetmuseumAh, o dezembro!Luzes, guirlandas, árvores de natal, panetones, o urso polar da coca-cola e uma infinidade de gente sem propósito existencial querendo parecer cristã, justa e correta.Nessa época tão "iluminada" seus inimigos deixam os obscuros recônditos onde se reúnem em concílio para, ornados com gorros vermelhos e dentes … Continue lendo Doce Dezembro
Ilícito
De olhos fechados, sentia seu corpo sob o meu, quieto, submisso. O gosto da sua boceta ainda percorria minha boca. Minha saliva tinha o gosto do seu gozo. Seu gemido, ecoando em meus ouvidos, dava-me a gana de fode-la. Preso em seu cu, sentindo sua carne temerosa, sabia que era sem volta. Empinada, em desvario … Continue lendo Ilícito