Companhia solitária

Arte: War. Jackson Pollock. 1947.“O isolamento em companhia de uma pessoa era mais opressivo que a solidão completa.”Angústia, Graciliano Ramos.Se for um amor pela metade, onde só existem meias verdades, meias mentiras, é melhor que nem exista amor, mas tão-somente a liberdade para gozar, apaixonar-se, enraivecer-se e arrefecer em face de um contentamento inominável. Se for uma … Continue lendo Companhia solitária

Reflexão do amor que fica

Imagem: Mountain Stream. John Singer Sargent.Não acredito que exista um dia dos namorados, nem dos solteiros, nem dos deixados. Existe saudade que se transforma em lágrimas; amor que se guarda sob camadas de uma raiva indecente; lembranças que se misturam à fantasia do cotidiano. Certa vez alguém me disse que o amor não acabava - só mudava. … Continue lendo Reflexão do amor que fica

Sub*

Pintura: Mada Primavesi. Gustav Klimt. 1912.Não é preciso esconder-seEm sorrisos escancaradosNos lenços alheiosNo chão escavadoEm conversas velhasE nas músicas repetidasTampouco no poucoQue ainda restaDe tantos prazeres Grandes e pequenosIgnorantes e felizesSonhos feitosNada disso é preciso Para deixar de flutuar Nos braços queridosUm dia amadosÉ querido apenasQue no parar de gostarO beijo esclareçaO que a boca … Continue lendo Sub*

A presunção da importância

Pintura: Before Dinner. Pierre Bonnard. 1924.Apesar do que prega alguns pensadores, como os da Administração, as pessoas não são importantes. Elas são meras ferramentas em diversos processos nos quais o resultado é mais importante que os prejuízos para atingi-lo. Presumimos que o homem é "muito importante" para justificar nossas inseguranças e falhas e para conseguirmos … Continue lendo A presunção da importância

Da ciência e da rua

Fonte: The Marabout. Henri Matisse. 1912Durante a ditadura o governo misturou bandidos sem instrução com presos políticos, muito bem instruídos e organizados. E o resultado foi o crime organizado. É das entranhas da Ditadura Militar que surgiram o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital - é só olhar os lemas e slogans primevos que … Continue lendo Da ciência e da rua

Amor telefônico

Pintura: Street at Biskra. Henri Matisse. 1906.Pegou o telefone, pressionou a teclinha verde. Esperou. Esperou.Bip. Bip. Bip.A imagem na telinha exibia: "Chamando..."O número discado está desligado ou fora da área de cobertura.A voz da operadora encerrando o sonho de uma tarde de outono.Bip. Bip. Bip.Após o sinal deixe seu recado sem pagar nada por isso.A … Continue lendo Amor telefônico