Obra: A Rose. Thomas Anshutz.1907.O amor caiu em uma cratera, fraturou três costelas e teve um princípio de AVC. Quase morreu do baque e ainda hoje não se recuperou. Quando o tiraram do buraco estava negro de sujeira e a um passo da putrefação completa. Foram longos os meses de recuperação e várias infecções até … Continue lendo O amor caiu
Tag: Artes Plásticas
Companhia solitária
Arte: War. Jackson Pollock. 1947.“O isolamento em companhia de uma pessoa era mais opressivo que a solidão completa.”Angústia, Graciliano Ramos.Se for um amor pela metade, onde só existem meias verdades, meias mentiras, é melhor que nem exista amor, mas tão-somente a liberdade para gozar, apaixonar-se, enraivecer-se e arrefecer em face de um contentamento inominável. Se for uma … Continue lendo Companhia solitária
Lembrança*
Pintura: Lilacs in a Window. Mary Cassatt. O que dirá vocêQue se foi para a terra,Longe como o sem fimDo meu samba?O que falará do eu Calibre nas rodas e bambaNo seu novo tempoLonge de mim?Citará sua farraEmbebida no doce da noiteOu no salgado do dia esqueceráO meu canto secreto?*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael … Continue lendo Lembrança*
Reflexão do amor que fica
Imagem: Mountain Stream. John Singer Sargent.Não acredito que exista um dia dos namorados, nem dos solteiros, nem dos deixados. Existe saudade que se transforma em lágrimas; amor que se guarda sob camadas de uma raiva indecente; lembranças que se misturam à fantasia do cotidiano. Certa vez alguém me disse que o amor não acabava - só mudava. … Continue lendo Reflexão do amor que fica
Sub*
Pintura: Mada Primavesi. Gustav Klimt. 1912.Não é preciso esconder-seEm sorrisos escancaradosNos lenços alheiosNo chão escavadoEm conversas velhasE nas músicas repetidasTampouco no poucoQue ainda restaDe tantos prazeres Grandes e pequenosIgnorantes e felizesSonhos feitosNada disso é preciso Para deixar de flutuar Nos braços queridosUm dia amadosÉ querido apenasQue no parar de gostarO beijo esclareçaO que a boca … Continue lendo Sub*
A presunção da importância
Pintura: Before Dinner. Pierre Bonnard. 1924.Apesar do que prega alguns pensadores, como os da Administração, as pessoas não são importantes. Elas são meras ferramentas em diversos processos nos quais o resultado é mais importante que os prejuízos para atingi-lo. Presumimos que o homem é "muito importante" para justificar nossas inseguranças e falhas e para conseguirmos … Continue lendo A presunção da importância
Da ciência e da rua
Fonte: The Marabout. Henri Matisse. 1912Durante a ditadura o governo misturou bandidos sem instrução com presos políticos, muito bem instruídos e organizados. E o resultado foi o crime organizado. É das entranhas da Ditadura Militar que surgiram o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital - é só olhar os lemas e slogans primevos que … Continue lendo Da ciência e da rua
Amor telefônico
Pintura: Street at Biskra. Henri Matisse. 1906.Pegou o telefone, pressionou a teclinha verde. Esperou. Esperou.Bip. Bip. Bip.A imagem na telinha exibia: "Chamando..."O número discado está desligado ou fora da área de cobertura.A voz da operadora encerrando o sonho de uma tarde de outono.Bip. Bip. Bip.Após o sinal deixe seu recado sem pagar nada por isso.A … Continue lendo Amor telefônico
Papel e Tinta
Pintura: Greek Torso with Flowers. Henri Matisse. 1919.O amor vira letra desenhada em papel vulgar que, depois de dobrado, perde a forma e o tom. Esse papel deixa nos dedos as marcas dos poemas lidos, das prosas fantasiadas, das paixões anteriores. No envelope, com a folha de papel , embarcam também rostos desconhecidos, beijos de … Continue lendo Papel e Tinta
O deus particular
Pintura: Kathy with a Yellow Dress. Henri Matisse, 1951O amor é egoísta. É intrínseco a quem o sente. É fabuloso. É mentiroso e magnânimo em suas manifestações. Dizem que precisamos do outro para amar - e isso é, por si só, uma mentira. No fundo, e de forma inadmissível, necessitamos apenas da representação física do … Continue lendo O deus particular