Obra: Susan Walker Morse (The Muse). Samuel F. B. Morse. 1836-37.A solidão para em frente à cama na tentativa fracassada de acalentar as lágrimas que escorrem de grandes olhos infelizes. Sorri para ela como a oferecer um bem nunca experimentado para nem mesmo receber, em troca, a palavra de repulsa que a fará feliz na … Continue lendo 23:15 – Varrendo a Solidão*
Tag: Artes Plásticas
23:10 – Pelo ralo*
Escultura: Aquamanile in the Form of Aristotle and Phyllis. Metmuseum.E tudo vai mal quando vai tudo pelo ralo, deixando sobre o piso restos solúveis. E vai qualquer lembrança boa e de tudo sobra apenas as caixas de maldizer sinceras ou não. Mal vão também as tempestades sem frio, no calor das destruições banais.Ah, essa banalidade … Continue lendo 23:10 – Pelo ralo*
23:00 – Filhos do Diabo*
Quadro: Max Ernst. 1924.Envelhecendo na mesma proporção em que a juventude faz seu melhor retrato na praia poluída de gritos não dados em respeito à boa educação, reprimidos pelo ego alheio, fazem de si a caverna de estratagemas promíscuos que levarão ao fim seus anseios mais baixos. Tornando-se velhos em plena flor etária estão nossos … Continue lendo 23:00 – Filhos do Diabo*
22:47 – Destino escandalizado*
Quadro: The Lovers, Riza-yi abbasi. Persa, 1565-1565.Não há exatamente uma única forma de manipular o destino a nosso favor: existem várias e de tantos modos que é quase impossível mensurá-las. Entretanto, mais importante que quantificá-las é impô-las ao nosso querer de modo que tudo o que desejarmos seja somente fruto do acaso de nossos desejos. … Continue lendo 22:47 – Destino escandalizado*
I will return
Escultura: Marble Statue Group of the Three Graces. 2nd Century A.D. Roman.Uma vez, em um dia não muito distante, alguém postou o seguinte em sua timeline do facebook:I will return to the beginning and give new steps, repeating the good, correcting mistakes, falling further into the abyss of intense life. And when, one day again, … Continue lendo I will return
22:45 – Quase morte*
Escultura: Seated Figure. 13th century. MetMuseumA paisagem corria solta janela a fora pintada com um verde forte e umas manchas acinzentadas pela chuva recente mostravam as feridas nos pequenos montes à beira da estrada. E as rodas frearam. O automóvel parou após um longo silvo de pneus e asfalto. A paisagem parou. Eu parei.Parei entre … Continue lendo 22:45 – Quase morte*
22:30 – A pena da realidade *
Obra: Love. Adam Fuss. 1992. MetMuseum.Não te darei joias, nem ouro, nem prata, nem pedras preciosas. Não te darei casas, praieiras ou campesinas. Não te darei automóveis, antigos ou ultramodernos. Não te darei um buquê de flores no inverno, nem uma rosa na primavera. Não te darei sorrisos largos quando eu estiver triste, nem contarei … Continue lendo 22:30 – A pena da realidade *
"Algo se quebrou"
Quadro: The Fortune-Teller. Georges de La Tour. 1630 (data provável).“Algo se quebrou” é uma expressão muito usada e que traduz a fraqueza de caráter do usuário. Empregada frequentemente quando o comodismo e as ações reprováveis são ameaçados com a luz da verdade e da ética, “algo se quebrou” é praticamente um hino da desordem moral, … Continue lendo "Algo se quebrou"
22:22 – Espera*
Quadro: At the Lapin Agile. Pablo Picasso. 1905. MetMuseum.Abrir a porta é um gesto mecânico, involuntário. E quando o denso material abre trazendo a luz de fora, que inunda recantos e paredes, a alegria de uma visita me enche de alegria e de uma satisfação incomensurável, distinta, linda. Alegria transpira pela minha pele e chega … Continue lendo 22:22 – Espera*
22:17 – O Sol que espera a noite*
Quadro: Woman with a Parrot. Gustave Coubert. MetMuseum.O sol ainda estava longe e os primeiros raios da manhã já faziam suas saudações às aves próximas quando eu ainda estava acordado, olhando para os vidros embaçados da janela e as cores confusas da aurora. Meus olhos não cansavam de olhar para o nada, cujo plano de … Continue lendo 22:17 – O Sol que espera a noite*