Me olha de cimaE me vê como alvoDo tiro certeiro e daAgulha afiadaOlha do céu e não vêA casa caída no barroVermelho e lameiroDa bala certeiraVê-me na casaA pique e a taipaDa graça que concedeuSeu dedo algozVisto de cimaTudo parece nuaE simples criaDa bala fantasia.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
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Depois da Festa*
Caça os prantosNos pratos sujosNos restos comidosCaça a gargalhadaDa festa vividaNa casa arrumadaNa procura de perdidosAchados foram olhosBocas, cigarros e fatosQue no repente foram cantadosDesprocurando ossosAchados foram os casosTraídos e amadosNo sigilo do acaso.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Crescida*
Passada a inocenteDe doce e pirulitoNo barro a brincarResta a adulta sem larAcabada a paz infante Sobra apenas à crescenteLua no altarA pedir e a chorarMais um doce a saborearDoce foi a rua correriaO suor frio do desassossegoPulante e medrosoDo brinquedo novoSaboreada não foi A coisa da criançaInfeliz na alegriaE contente na tristezaPassada a infânciaA … Continue lendo Crescida*
Caminhada*
Quando o choro pararE o calor cessarNo desespero sofridoA razão há de aparecerNo espelho em frenteNa foto rasgadaNo sapato viradoNa cama desfeitaNa besteira caídaQuando sair de repenteE na rua vir seus brilhantesNas mãos de outra serpenteVerá, no clarão da razão, Seu poderio abaladoSua nudez expostaSua acabada quimeraQuando a calmaria ainda vier longeE de tudo deixar … Continue lendo Caminhada*