Tudo bem se falar não querTudo bem se olhar não satisfazTudo bem se o sono não fazNo sono pegar e no sonho esquecerTudo bem se fez Tudo bem se não querTudo bem se não desejaDesejar de novoA mistura de sons faz Do alto de siPerder-se no abismo inglórioDa glória pretendidaTudo bem se não querTudo bem … Continue lendo Tudo está bem*
Tag: Anjo da Guarda
Sub*
Pintura: Mada Primavesi. Gustav Klimt. 1912.Não é preciso esconder-seEm sorrisos escancaradosNos lenços alheiosNo chão escavadoEm conversas velhasE nas músicas repetidasTampouco no poucoQue ainda restaDe tantos prazeres Grandes e pequenosIgnorantes e felizesSonhos feitosNada disso é preciso Para deixar de flutuar Nos braços queridosUm dia amadosÉ querido apenasQue no parar de gostarO beijo esclareçaO que a boca … Continue lendo Sub*
Pulsante*
Pegue a lâmina, brilhante e afiadaPasse-a no pulso e no pescoçoPara o brilho aumentarNo sangue que escorreDeixe de pudoresMundanos e insistentesCorte-os logo no afã da vidaE sofra por últimoA dor Mais dolorosa será a vidaSe nada for feitoNesse tempo que se podeDe golpe em golpeAcabar o ar invasor.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo … Continue lendo Pulsante*
Promessas*
Partirei na surpresa noturna dos sussurrosSurpreenderei seus passos ansiosos Passarei entre árvores e cemitériosCantarei ao seu ouvidoQuebrarei no espectro seu orgulho Destruirei sua imagem refletidaDesnudarei seu olhar teimosoPassarei entre o limite da razão e da loucuraExtirparei suas emoçõesReconstruirei sua mente antes do amanhecerE na ladeira jogarei seus medosTirarei suas preces do armárioDa sua fortuna nada … Continue lendo Promessas*
Notícia*
Espere na cercaDo mato a limparQue um cigarroVou comprarPara o mato limparE no mato o menino fazerQue do trabalho tenho a comida do feitoEspere parado na cercaQue o vento traráA notícia da idaDe trabalho parida.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Luta*
Sujo-me com o sangueDos enterrados vivosNa miséria telúricaDas terras passadasSujo-me com a corDo sangue derramadoEm emboscadas e alvosDas dívidas pagasSujo-me com prantoEm rubro cantoDas viúvas de órfãos Clandestinos e tidos Sujo-me com o leiteDerramado e queimadoCom o tiro disparadoNo vermelho entardecer.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Inocência vivida*
O escuro apareceO dia enegreceO céu escureceA rua desapareceeces da história do monstro no armárioda casa mal assombradados bichos embaixo da camaEsses medos que um diaForam os noturnos pesadelosDa inocência antigaÉ a gozação do pecado presente.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Galinha*
Não quero seu beijo No meu triste sossegoDe leito vazioNão oprima seu bocejoNa conversa sem nexoDo meu lábio esguioCaia na sua gandaiaE deixe gaia na casa Do meu caso sem graçaEngrace o nexoDe um sexo sem causaE cause de novoSeu brilho de ovo.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Dia noturno*
Deixa gostar de bagunçarO cabelo na camaA Casa na tardeO rosto em perfumeGosta de deixar Eu balançarA barriga e a cabeçaNo almoço e na sestaDa tarde de terçaDeixa-me acarinharNo fim do diaE na noite a chegarO rosto desalinhoAlinha essa vida tuaCom a minha bagunçaNessa coisa que gosta De chamar nossaVida.*Poema do livro Anjo da Guarda, de … Continue lendo Dia noturno*
Vingança*
EsperoQue a vida passeQue a raiva atravesseO corpo e a almaE mate, com força e destreza,Aos que a nutremQue o tempo corraE envelheças na camaDe ratos e poçasDe sangue e suorQue cavaste ontemQue teus desejos Perversos e maldososSe cumpram com todoO seu ardor e vivacidadeContra tua figuraQue não sobreNem ossos nem lembrançasNem passos nem vistasDo … Continue lendo Vingança*