Nunca se teve tanto medo, ou receio, de usar uma palavra na exata matemática ou naquilo que chamam de amor como quando alguém diz Sempre. Na matemática, as coisas não são Sempre. Não é Sempre que a integral disso é aquilo, que um método pode ser utilizado, que a convergência de uma função é teimosa … Continue lendo O Sempre da matemática e do amor
Tag: Amor
Eu te amo!
Homem, você ama outro homem e não é gay?Mulher, você ama outra mulher e não é gay?Não é difícil encontrar inúmeros pedidos implícitos de relacionamento em que os seres carentes procuram qualquer alma vivente para satisfazer sua inevitável sede de amor. E são apelações de todos os tipos: das mais deprimentes às mais divertidas!O que … Continue lendo Eu te amo!
Sua superfície, sua profundidade
As pessoas têm medo de morrer, que em uma viagem de carro a curva seja muito estreita ou que em um dia normal a foice implacável do acaso ceife-lhe sua preciosa vida, mas não se abstém de moverem-se entre o efeito do álcool e a insanidade da prevaricação com as criaturas mais estranhas que existe.Outras … Continue lendo Sua superfície, sua profundidade
O domingo comum
Comumente, adivinha-se, sem muitas deduções, que os problemas amorosos, que geralmente surgem em um domingo – dia de muita ociosidade e tédio - são provenientes da falta de objetivo preguiçoso e egoísta, inerentes à felicidade individual de cada um. Esses problemas não são tão grandes e dramáticos quanto pitam àqueles que não m nada melhor … Continue lendo O domingo comum
A vulgaridade do dia dos namorados
Obra: artista turco Aykut Aydoğdu. Pinterest.A vulgaridade do dia dos namorados é completamente cômica, irritante e deprimente. A comicidade dessa data carnavalesca encontra-se no fato de que as mulheres são presenteadas com verdadeiras alegorias que, além de bregas, carregam o estereótipo cultivado entre a mentalidade infantil de homens sem criatividade e mulheres sem nenhum senso … Continue lendo A vulgaridade do dia dos namorados
Talvez lembremo-nos
Área verde - UFS, São CristóvãoTalvez, acabemos tão separados de nossas simplicidades, de nossos pequenos egoísmos que acabemos caindo no abismo da perdição que José de Alencar tanto cita em seu renomado Lucíola. E, entre as efemeridades, acabemos efêmeros, egoístas demais para caber no mundo e na ordem reinante.Outro dia, lembraremo-nos daqueles olhos que sorriam … Continue lendo Talvez lembremo-nos
O desespero de perder o celular
O desespero nunca é tão alarmante quando a mão desce ao bolso e o encontra vazio, sem o quadradismo do aparelho celular, sem o peso da conexão, do conhecimento e dos contatos. Nesse vazio desesperador, o coração gela, o sangue para de correr e o mundo entre em um pânico generalizado em que tudo começa … Continue lendo O desespero de perder o celular
Mundo oceânico
O mar em abstrato de Ana Paula L.O mundo é um oceano com águas espumantes, de um sal libertador, inebriante, que traz à tona a razão e o amor, o próprio, o egoísta, aquele que nos move a ir a diversões individualistas, a gostar de estar só, lendo um livro. Nesse oceano, cabem corações, cabem … Continue lendo Mundo oceânico
Desprezo em arquivo
Então a noite entra pelo relógio adentro e o calendário muda a folha do dia. Algumas coisas aparecem e outras desaparecem. Outras, ainda, nem somem. Só crescem. Uma delas, sem esforço, é o desprezo. Uma indiferença tão grande que rompe a linha entre o ontem e o hoje, do amor e do ódio, do caso … Continue lendo Desprezo em arquivo
Uma escultura, um cuidador/guardião e um tentador
Toda escultura precisa ser cuidada por um artista, independente do tipo de trabalho que este faz. Precisa ter seus desejos, inclusive os inenarráveis, satisfeitos. Precisa ser satisfeita de tantos modos e por tantas maneiras diferentes que apenas os que realmente conhecem, por hereditariedade, a matéria pela qual foi feita a inigualável escultura é que pode … Continue lendo Uma escultura, um cuidador/guardião e um tentador