Quadro: Bashi-Bazouk. Jean-Léon Gérôme. 1868-69.Não é raro que tenhamos momentos de conversas em que outras pessoas falem apenas da vida de outras pessoas, como se fosse normal viver no lugar de alguém. Alguém disse que podemos morrer por nossos amigos, mas não podemos viver por eles. Pensei muito sobre isso e concluí que não só … Continue lendo Nota comportamental
Tag: Amor
I will return
Escultura: Marble Statue Group of the Three Graces. 2nd Century A.D. Roman.Uma vez, em um dia não muito distante, alguém postou o seguinte em sua timeline do facebook:I will return to the beginning and give new steps, repeating the good, correcting mistakes, falling further into the abyss of intense life. And when, one day again, … Continue lendo I will return
21:01 – A loucura está no amor*
Quadro: Wheat Field With Cypresses. Vicent Van Gogh. 1889. MetMuseumUm riso incontrolável inflamou-o peito a fora, brotando nos lábios e traduzindo uma explosão de felicidade louca e sem sentido, explicada apenas pela loucura e pela ausência de sentimentos, na estupefação da descoberta. Esperava gritar, no silêncio da dor, chorar, magoar-se, morrer uma segunda morte em … Continue lendo 21:01 – A loucura está no amor*
O amor caiu
Obra: A Rose. Thomas Anshutz.1907.O amor caiu em uma cratera, fraturou três costelas e teve um princípio de AVC. Quase morreu do baque e ainda hoje não se recuperou. Quando o tiraram do buraco estava negro de sujeira e a um passo da putrefação completa. Foram longos os meses de recuperação e várias infecções até … Continue lendo O amor caiu
Reflexão do amor que fica
Imagem: Mountain Stream. John Singer Sargent.Não acredito que exista um dia dos namorados, nem dos solteiros, nem dos deixados. Existe saudade que se transforma em lágrimas; amor que se guarda sob camadas de uma raiva indecente; lembranças que se misturam à fantasia do cotidiano. Certa vez alguém me disse que o amor não acabava - só mudava. … Continue lendo Reflexão do amor que fica
A presunção do amor
Pintura: Nude with oranges. Henri Matisse. 1951.Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, … Continue lendo A presunção do amor
Amor telefônico
Pintura: Street at Biskra. Henri Matisse. 1906.Pegou o telefone, pressionou a teclinha verde. Esperou. Esperou.Bip. Bip. Bip.A imagem na telinha exibia: "Chamando..."O número discado está desligado ou fora da área de cobertura.A voz da operadora encerrando o sonho de uma tarde de outono.Bip. Bip. Bip.Após o sinal deixe seu recado sem pagar nada por isso.A … Continue lendo Amor telefônico
Papel e Tinta
Pintura: Greek Torso with Flowers. Henri Matisse. 1919.O amor vira letra desenhada em papel vulgar que, depois de dobrado, perde a forma e o tom. Esse papel deixa nos dedos as marcas dos poemas lidos, das prosas fantasiadas, das paixões anteriores. No envelope, com a folha de papel , embarcam também rostos desconhecidos, beijos de … Continue lendo Papel e Tinta
O deus particular
Pintura: Kathy with a Yellow Dress. Henri Matisse, 1951O amor é egoísta. É intrínseco a quem o sente. É fabuloso. É mentiroso e magnânimo em suas manifestações. Dizem que precisamos do outro para amar - e isso é, por si só, uma mentira. No fundo, e de forma inadmissível, necessitamos apenas da representação física do … Continue lendo O deus particular
O amor nas terras da brutalidade
Olhando para o sol quente sobre a grama do campo do IFAL e pensando nas dezenas de centenas de pares que caminharam sobre aquela grama ocorreu-me que o amor a que estamos acostumados está mais para cólera que afeto. Por uma questão de exemplos temos sempre a impressão de que o normal é que para … Continue lendo O amor nas terras da brutalidade