A FeraOs ignorantes têm preconceito com gatos pretos. Na realidade, os ignorantes têm medo dos olhos penetrantes e do tamanho gigantesco do gato preto.Quando a Fera nasceu acreditei que ninguém iria querer adotá-lo por ser negro como a noite. E ao contrário do que se imagina, a Fera ficou por força do destino.E a Fera … Continue lendo A Fera
Autor: Rafael Rodrigo Marajá
Sobre a madrugada da Virada ( e de todas as outras do ano)
Se há uma maneira de conhecer a si e organizar os pensamentos essa maneira é caminhando, à noite - e melhora se for durante a madrugada. Esses dias de festas em que existe uma ilusão de recomeço e amor ao próximo estava caminhando no ar refrescante da madrugada alagoana quando me deparo com pessoas reunidas em … Continue lendo Sobre a madrugada da Virada ( e de todas as outras do ano)
O gato
Eu sou o gato preto que cruza o seu caminhoNa noite de luarE no meio do redemoinhoEu sou o olho amareloQue consome sua carneE seu sangue É meu o pelo que aquece sua peleSua cama e seu caminhoE no limiar da luaNa vidaEu sou as unhas que te protegem.
Virada de circo
A virada de ano, se dissesse sobre a cidade em que é comemorada, diria que as cidades alagoanas têm a oportunidade de ficar quietas e que desperdiçam sem menor pudor a oportunidade.Palmeira dos Índios tem uma praça, de projeto arquitetônico medíocre, que reúne a nata dos "caipiras" ao redor de um parque de diversões em … Continue lendo Virada de circo
Lua Nova
Lua Nova, o segundo volume da Saga Crespúculo, segue com o enredo tedioso e melodramático, acrescido da presunção de Bella em relação aos homens principais da história.O sumiço de Edward - pelo bem da frágil e amada Bella -, o crescimento desenfreado de Jacob e sua transformação em Lobisomem e a protagonista vivendo um momento … Continue lendo Lua Nova
Poema final
Posto Pé de Serra. Palmeira dos Índios-ALGrafias antigasCantigas de ninar e amolarReviro o baúImagens sem sonsAmores sem donsDesatinosSou homemLobisomemMal-humorRisos e caretasSou um coração quebradoUm afinado sem pianoDesatinadoSou cacos de vidroPerfumes vívidosBatomTomE no passar do tempoMesmo com todo atinadoÉ sem rumoSem lençoE com desamorQue a dor abre alasA paixão deixa a salaE a vida encurtaA carga … Continue lendo Poema final
Sobre a solidão vivida
olho-Rafael Rodrigo MarajáA solidão é um anjo que nos arrasta para um mundo sem definição. Tem cheiro de terra. Tem corpo de quimera. Tem o tempo como aliado e uma linha do tempo com milímetros tensos.Ver o mundo é abraçar a solidão. Estar no mundo é conversar com a solidão.Sair do mundo é abandonar os anos … Continue lendo Sobre a solidão vivida
Nuvens de cianureto
Vista do céu. Palmeira dos Índios-ALAs nuvens são engraçadas - tornam o dia nublado, descrevem animais e anomalias no profundo céu, somem sem deixar pistas e aparecem ninguém sabe de onde.Alguns gostam de acreditar que são de algodão, outros nem observam suas formas e perguntas. E elas estão sempre lá, no azul ou no chumbo, … Continue lendo Nuvens de cianureto
Crepúsculo
A literatura infanto-juvenil tem uma tendência natural ou ao fatalismo do amor, o primeiro amor e suas "complicações", ou à aventura. De uma forma direta, a segunda opção é a mais aceitável e quase sempre a melhor escrita.No rol dos sucessos inexplicáveis, dada a baixa qualidade narrativa, temos o primeiro volume da saga de Stephenie … Continue lendo Crepúsculo
Penedos
Maceió é a representação física de como o homem é capaz de destruir a qualidade de vida, a história e a tradição de um lugar e de um povo sob a fachada do “regionalismo”. Quem conhece a Capital, sabe o que digo. Por outro lado, os casarões e as pedras das cidades históricas como Penedo … Continue lendo Penedos