Foto: Helmet Mask (Temes Mbalmbal). Coleção Rockefeller. Séc. XX.Presumimos que a honestidade é inerente à nossa personalidade. Que somos tão dotados de princípios retos que somente o outro é corrupto. E o espelho não reflete nossas pequenas corrupções diárias.Somos desonestos, e sempre seremos, enquanto formos caracterizados como humanos. A humanidade, desde o seu surgimento, tem … Continue lendo A presunção da honestidade
Autor: Rafael Rodrigo Marajá
Primeiro Amor
Esse clássico da literatura russa é simplesmente fascinante em sua narrativa e na descrição dos sentimentos dos personagens. Retratando o primeiro amor de Vladimir pela falida Princesa Zinaida, Ivan Turguêniev constrói um retrato atemporal das relações amorosas, independente da cultura. Vladimir tem dezesseis anos, é rico e possui uma família movida pelas conveniências - é infeliz … Continue lendo Primeiro Amor
A presunção da importância
Pintura: Before Dinner. Pierre Bonnard. 1924.Apesar do que prega alguns pensadores, como os da Administração, as pessoas não são importantes. Elas são meras ferramentas em diversos processos nos quais o resultado é mais importante que os prejuízos para atingi-lo. Presumimos que o homem é "muito importante" para justificar nossas inseguranças e falhas e para conseguirmos … Continue lendo A presunção da importância
Luta*
Sujo-me com o sangueDos enterrados vivosNa miséria telúricaDas terras passadasSujo-me com a corDo sangue derramadoEm emboscadas e alvosDas dívidas pagasSujo-me com prantoEm rubro cantoDas viúvas de órfãos Clandestinos e tidos Sujo-me com o leiteDerramado e queimadoCom o tiro disparadoNo vermelho entardecer.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
A presunção do amor
Pintura: Nude with oranges. Henri Matisse. 1951.Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, … Continue lendo A presunção do amor
La cena
Passando pela encruzilhada que leva à Casa Museu Graciliano Ramos, vindo da praça do Skate, à noite, deparei-me com uma cena inusitada para a vida real e muito comum nas redes sociais. Sentado no batente da loja da São Geraldo, um homem comia um pedaço de carne, e não sei se era morador de rua, e … Continue lendo La cena
Palmeira apoia a mordaça dos professores
Foto: Reprodução TV ALEO despreparo, ou desinteresse, dos políticos palmeiríndios em defender os interesses do município junto ao governo estadual e na ALE não é novidade. E os fatos falam por si: uma cidade falida, a geração de emprego é praticamente zero e a qualidade é uma afronta ao IDH. Isso, sendo clichê, todo mundo sabe!Agora, … Continue lendo Palmeira apoia a mordaça dos professores
Poder
Poder, o último volume da Saga Encantadas, é o que se pode chamar de decepção salvadora. Com um mix de A Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, Sarah Pinborough narra o início da jornada do Caçador e do Príncipe que aparecem em Veneno. A ideia de uma Fera aprisionada dentro do corpo da … Continue lendo Poder
A maconha palmeiríndia
Ontem, quebrando o charmoso ostracismo de domingo, botei o pé fora de casa ao meio-dia. Entre o esgoto a céu aberto e o mato que insiste em crescer por todo que é lugar, senti o cheiro conhecido de maconha, de tanto que fumaram no Marcus Freire II / Dia. Fui andando até topar com dois indivíduos … Continue lendo A maconha palmeiríndia
Inocência vivida*
O escuro apareceO dia enegreceO céu escureceA rua desapareceeces da história do monstro no armárioda casa mal assombradados bichos embaixo da camaEsses medos que um diaForam os noturnos pesadelosDa inocência antigaÉ a gozação do pecado presente.*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.