22:45 – Quase morte*

Escultura: Seated Figure. 13th century. MetMuseumA paisagem corria solta janela a fora pintada com um verde forte e umas manchas acinzentadas pela chuva recente mostravam as feridas nos pequenos montes à beira da estrada. E as rodas frearam. O automóvel parou após um longo silvo de pneus e asfalto. A paisagem parou. Eu parei.Parei entre … Continue lendo 22:45 – Quase morte*

22:30 – A pena da realidade *

Obra: Love. Adam Fuss. 1992. MetMuseum.Não te darei joias, nem ouro, nem prata, nem pedras preciosas. Não te darei casas, praieiras ou campesinas. Não te darei automóveis, antigos ou ultramodernos. Não te darei um buquê de flores no inverno, nem uma rosa na primavera. Não te darei sorrisos largos quando eu estiver triste, nem contarei … Continue lendo 22:30 – A pena da realidade *

"Algo se quebrou"

Quadro: The Fortune-Teller. Georges de La Tour. 1630 (data provável).“Algo se quebrou” é uma expressão muito usada e que traduz a fraqueza de caráter do usuário. Empregada frequentemente quando o comodismo e as ações reprováveis são ameaçados com a luz da verdade e da ética, “algo se quebrou” é praticamente um hino da desordem moral, … Continue lendo "Algo se quebrou"

22:17 – O Sol que espera a noite*

Quadro: Woman with a Parrot. Gustave Coubert. MetMuseum.O sol ainda estava longe e os primeiros raios da manhã já faziam suas saudações às aves próximas quando eu ainda estava acordado, olhando para os vidros embaçados da janela e as cores confusas da aurora. Meus olhos não cansavam de olhar para o nada, cujo plano de … Continue lendo 22:17 – O Sol que espera a noite*

22:00 – Mentiras queridas*

Escultura: Marble Statue of a member of the imperial family.  Met museumDir-te-ia sobre como o sofrimento adentrou minha casa e instalou-se em meus melhores recantos, mexendo em tudo e pondo continuidade naquilo que não havia mais caminho a ser seguido. De como rebuscou retratos sinceros do meu rosto ao amanhecer da noite turbulenta de sonhos … Continue lendo 22:00 – Mentiras queridas*

21:30 – Alter-ego*

Quadro: The Sofa. Henri de Toulouse-Lautrec. MetMuseumAlimentava-me de suas conquistas como se elas fossem o mais nobre manjar. Respirava seu perfume para que os odores do mundo não ofuscassem seu leve passar entre rosas e gramas. Se suor foi engarrafado e bebido nas noites quentes e, nas frias, destrancava seu calor para um adormecimento tranquilo. … Continue lendo 21:30 – Alter-ego*