Almejava ser respeitável. Com a velhice tendo lambido-lhe a face, encurvado as costas e tirado a visão, ela cria ser respeitável. Ledo engano. O tempo em que o único pré-requisito para adquirir a respeitabilidade era a senilidade acabara há muito – antes mesmo dos escândalos que expuseram os vícios e as atrocidades que os velhos … Continue lendo Senilidade "respeitável"
Autor: Rafael Rodrigo Marajá
Nossa liberdade
Andamos frouxos!Diante das possibilidades que nos são colocadas diariamente optamos por preferir seguir a massa impensante dos nossos “iguais” a ousar pensar, escolher, preterir o igual, que a todos agrada e entretém.Não somos obrigados a aceitar passivamente a privação da nossa liberdade individual, que só pode ser efetivamente aproveitada no recônditos da nossa mente. O … Continue lendo Nossa liberdade
O silêncio dos depravados
O silêncio, embora argumente-se que é sábio, também serve aos covardes, facínoras e corruptos. Um covarde, que atua sempre a portas fechadas, longe do escrutínio popular e da ética, busca o silêncio para se “resguardar” da justiça quando pego em flagrante delito. Por falar nisso, andamos em tempo em os inocentes são perseguidos, hostilizados, ridicularizados … Continue lendo O silêncio dos depravados
Um fim abominável
Quando se acaba um relacionamento, às vezes, um dos envolvidos tem a petulância de desejar felicidades “nessa nova etapa”. É o “seja feliz” mais hipócrita dito na hora mais inoportuna que se pode conceber. Depois do choro, do ranger de dentes, da raiva e das conjecturas e da consequente aceitação, vem a vigília nas redes … Continue lendo Um fim abominável
Palavras não bastam
João Cabral de Melo Neto tem razão – a vida não se resolve com palavras. É preciso atos, fracassos, vitórias, enganos e desenganos. Quando a gente junta tudo isso é reconhece que errou, caiu, sofreu escoriações e quase morreu é que se começa a entender que viver está além das definições.Não é essa coisa que … Continue lendo Palavras não bastam
Humilhação autoimposta
É de se perguntar, não em não raras situações, como as pessoas vivem sobre essa terras de oportunidades-quase-inalcançáveis. Não é a dificuldade de se atingir as oportunidades que causa espanto e sim a capacidade alienada que as pessoas têm de se submeterem à humilhação pessoal de ser um ser abjeto quando poderia ser extraordinariamente refinada.Na … Continue lendo Humilhação autoimposta
O preço do cretinismo
Quão horrível deve ser passar uma vida inteira buscando a aprovação alheia, submetendo-se a todo tipo de humilhação – aceitável do ponto de vista da aprovação social em determinados grupos – e chegar à velhice tendo se tornado um ser abjeto, conivente com todo tipo de ilícitos e iniquidades, presa às correntes que forjou durante … Continue lendo O preço do cretinismo
Uma rede "irônica"
Há de se dizer que metade dos nobres que povoam as redes sociais não conseguem ter opinião própria – apenas seguem as tendências impostas pelos poucos pensantes. Essa metade criam rótulos para aqueles que possuem opiniões e defendem-nas. Seja haters ou xingamentos qualquer, esses rótulos acabam por se tornar populares porque encerram qualquer discussão por … Continue lendo Uma rede "irônica"
Um corpo infeliz
A sua ira fria, já amargando na boca,vai se transformando em tristeza uma tristeza tão oca que no fundo vira vaporA sua ira uma dia se cristaliza vira infelicidade e te devoraE o seu corpo, pendurado no teto rangerá a eterna melodia dos infelizes que, um dia, foram apenas ira
Feliz ano velho, Cretinos!
Sempre falta, nas resoluções de ano novo, aquelas metas em que nos comprometemos ser menos corruptos e mais honestos – honesto consigo mesmo e com o próximo. Isso fica de fora da lista porque requer uma força de vontade e um caráter limpo do medo da opinião pública. Isso fica de fora porque corrompemo-nos pouco … Continue lendo Feliz ano velho, Cretinos!