Depois que cada fio competentemente hidratado, penteado, cortado e chapado, veio a dúvida: Não está muito putinha?
Ora essa!
E o meu direito de ser ou parecer uma putinha fica onde? Não é porque nasci homem que não posso usar do mesmo deboche com que lido a vida inteira. Os homens se você não sabe, vende-se por muito pouco! Ou dão-se de graça!
E se pensa que só porque é a “putinha” quem aproveita porque recebe benefícios foi apenas porque você nunca parou para pensar que é o homem que, ao vê-la de roupas mínimas e disposta a tudo e qualquer ato, fica de quatro, Olhando bem, a putinha da história é sempre o homem que faz qualquer coisa por uma reentrância quente, úmida e disponível.
Sendo assim, assumo minha mais escrachada e debochada putanhice, com meu cabelo esvoaçando ao vento, às vezes Paola Bracho, às vezes Tiago Iorc, quando na realidade deveria ser sempre o tipo de cabelo Oswaldo Montenegro.
Mas alguém há de dizer: é muito viadinho!
Que delícia nunca ser nem sempre 100% viadinho, nem sempre 100% putinha e nem 100% aquele padrãozinho nosso de todo dia.
Fora as tentativas de rotulagem, muita gente iria querer essa vida também se soubesse quanta mulher puxa um cabelo aviadado.
