O domingo é aquele dia chatinho em que o melhor mesmo é estar à beira-mar, curtindo o ócio ou na vadiagem com uma galera, que não tem nada mais para fazer além da vadiagem.
Em Palmeira dos Índios a situação é ainda pior porque faltam locais para um bom programa, não tem praças decentes, falta até gente nas ruas. O domingo na cidade é assim: fantasma!
As principais ruas e avenidas não têm um pé de pessoa para contar a fofoca de quem traiu, quem matou, quem está roubando. Não tem táxi, nem transporte coletivo, nem lanchonetes abertas, nem ninguém nas calçadas – melhor dizendo, quem está mais presente é mesmo o ninguém.
Na avenida de todos os fofoqueiros, não há alma viva.
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| Avenida Alagoas. Palmeira dos Índios – AL |
Nem próximos às Igrejas…
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| Na encruzilhada com a Avenida Alemanha – Palmeira dos Índios- AL |
Nem mesmo nas cercanias da delegacia, onde qualquer preso pode ir embora a hora que desejar, e do hospital da cidade, onde vive fechado e o atendimento perde para o de um necrotério.
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| Avenida XV de novembro, Palmeira dos Índios – AL |
E assim vai seguindo avida na cidade onde um dia governou Graciliano Ramos, mais triste e melancólico não há.
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| Avenida Medeiros Neto, Palmeira dos Índios – AL |
A morte, essa nem por aqui quer andar com medo de ficar entediada.
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| Rua 07 de Setembro, Palmeira dos Índios – AL |
Se estiver prezando pela diversão, o lugar não é aqui.




