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Amor, dizem, é aquilo que faz sorrir quando a pessoa amada se aproxima. É aquele riso involuntário que insiste em ficar no rosto, quando o ser amado vem, passa e fica. Um riso que constrange de tão alegre e aberto. Uma expressão do mais alto grau de denúncia.
Paixão fluente
Desejo ardente
Do amor?!
Nossa que horror
E quem, ao ver chegar, aquele amor, não sorriu?
Da lealdade?!
Que maldade
O amor que é um bobo
Amor é prisão libertária, fase solta de um corpo que voa como folha seca do outono para o lugar seguro dos braços alheios, sempre presentes.
O amor também é triste, sempre que o motivo do riso se vai. Sempre que a falta de motivos é um motivo para não existir mais a paixão, semente bombástica desse amor.
Bobo seria perder-se-ia
Se algum dia
Amar iria
Versos da Poesia, Amor?!, de Naillys Araújo. Prosa de Rafael Rodrigo Marajá Sessão: Prosa e Poesia. Parceria.
