Série SUD: O Livro de Mórmon nº 05

Após a Primeira Visão, na primavera de 1820, o mundo já contava com um Profeta e, agora, era preciso lançar os alicerces físicos e espirituais que levaria “a obra maravilhosa e o assombro” para muito além da vida e da morte, das fronteiras e dos idiomas. Para tanto, fazia-se necessário que o jovem Joseph Smith fosse preparado. Tal preparação não foi ministrada por qualquer outro mortal, mas por anjos enviados para instruir o jovem profeta, dar-lhe orientações acerca de suas atribuições e de como deveria agir. 
Assim, três anos após a Primeira visão, em 21 de setembro de 1823, Joseph orou pedindo perdão pelas tolices que cometera na juventude e orientação sobre como agir. A resposta Celestial foi enviada em forma de anjo,  o Anjo Morôni. Sobre isso Joseph Smith escreveu:
Visita do Anjo Morôni a Joseph
“Ele me chamou pelo nome e me disse que era um mensageiro enviado da presença de Deus, e que se chamava Morôni; que Deus tinha um trabalho a ser feito por mim; e que meu nome seria conhecido por bem ou por mal entre todas as nações, famílias e línguas, ou que seria citado por bom ou por mau entre todos os povos.
Disse que havia um livro depositado, escrito sobre placas de ouro, dando conta dos antigos habitantes deste continente, assim como a origem de sua procedência. Disse também, que nele se encerrava a plenitude do Evangelho eterno, como foi entregue pelo Salvador aos antigos habitantes.” (JS 2:33-34)


E Morôni, quem é?

Morôni foi o último Profeta a escrever nas placas de latão, registro primitivo do Livro de Mórmon.

De posse das placas e do Urim e Tumim (usados pelos profetas da antiguidade), que serviriam para a tradução do Livro de Mórmon. Joseph inicia seu trabalho de tradução, sempre orientado por Ele, através de Seu mensageiro, o Anjo Morôni.
O processo de tradução não foi fácil e serviu, entre outros propósitos, para ir preparando o Profeta e as primeiras pessoas na edificação da Obra.

Tradução das Placas – Joseph Smith e OliverCowdery  
Não é de se admirar que duvidemos da existência de outro testamento de Jesus Cristo, outra parte, que não a Bíblia. Entretanto, é fácil compreender, com um pouco de boa vontade, que a Bíblia não possui um relato completo de toda a história humana, quando envolvida com o Cristo. Existiam indivíduos em outras partes do planeta que não participaram diretamente com da vida de Jesus, mas que não foram excluídas. A esse exemplo temos o novo mundo, chamado América. Pouca coisa se conhece sobre sociedades e eventos que aconteceram nas terras do Novo Mundo. O Livro de Mórmon não substitui a Bíblia, como é pensado e divulgado, apenas complementa-a, uma vez que ele não trata de eventos exclusivos do Oriente Médio, também Americano.
Prova a possibilidade do impossível que pode ser realizado, esclarece-nos ainda mais sobre os planos divinos, completa e é completado pela Bíblia.
Mesmo para àqueles que não acreditam no Livro de Mórmon, é válida a observação de que é um relato histórico precioso da história humana., mesmo sem o cunho religioso. Então, tem-se duas vertentes em uma único livro: a histórica e a religiosa, assim como acontece na Bíblia.
A veracidade do Livro de Mórmon é testemunhada por  Oliver Cowdery, que ajudou o Profeta Joseph Smith na tradução, com autorização expressa de Sua Divindade. Testifica Oliver:
“Este livro é verdadeiro ( . . . ) eu próprio o escrevi conforme saía dos lábios do Profeta. Ele contém o  evangelho eterno e cumpre as revelações de João, onde lemos que ele viu um anjo trazendo o evangelho eterno para o proclamar a toda nação, tribo língua e povo. Este livro contém princípios de salvação. E, se andarem por sua luz e obedecerem a seus preceitos, serão salvos no reino eterno de Deus”
Além de Oliver Cowdery, outros indivíduos testemunham a veracidade do Livro de Mórmon desde sua tradução. E são pessoas de diferentes idades, poder aquisitivo, nacionalidade e etnia. Mas existe alguma prova do Livro de Mórmon? Assista ao curto vídeo que se segue:

(pause o reprodutor musical para assistir o vídeo perfeitamente)

DEPOIMENTO DE TRÊS TESTEMUNHAS DO LIVRO DE MÓRMON
 
Saibam todas as nações, tribos, línguas e povos a quem esta obra chegar, que nós, pela graça de Deus, o Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo, vimos as placas que contêm este registro, que é um registro do povo de Néfi e também dos lamanitas, seus irmãos, e também do povo de Jarede, que veio da torre da qual se tem falado. E sabemos também que foram traduzidas pelo dom e poder de Deus, porque assim nos foi declarado por sua voz; sabemos, portanto, com certeza, que a obra é verdadeira. E também testificamos que vimos as gravações feitas nas placas; e que elas nos foram mostradas pelo poder de Deus e não do homem. E declaramos solenemente que um anjo de Deus desceu dos céus, trouxe-as e colocou-as diante de nossos olhos, de maneira que vimos as placas e as gravações nelas feitas e sabemos que é pela graça de Deus, o Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo que vimos e testificamos que estas coisas são verdadeiras. E isto é maravilhoso aos nossos olhos. E a voz do Senhor ordenou-nos que prestássemos testemunho disto; portanto, para obedecer aos mandamentos de Deus, prestamos testemunho destas coisas. E sabemos que, se formos fiéis a Cristo, livraremos nossas vestes do sangue de todos os homens e seremos declarados sem mancha diante do tribunal de Cristo e habitaremos eternamente com ele nos céus. E honra seja ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, que são um Deus. Amém.


Oliver Cowdery
David Whitmer
Martin Harris






DEPOIMENTO DE OITO TESTEMUNHAS DO LIVRO DE MÓRMON



Saibam todas as nações, tribos, línguas e povos a quem esta obra chegar, que Joseph Smith, Jr., o tradutor desta obra, mostrou-nos as placas mencionadas, que têm a aparência de ouro; e que manuseamos tantas páginas quantas o dito Smith traduziu; e que também vimos as gravações que elas contêm, as quais nos parecem ser uma obra antiga e de execução esmerada. E isto testemunhamos solenemente: que o dito Smith nos mostrou as placas, pois nós as vimos e seguramos; e sabemos com certeza que o dito Smith possui as placas de que falamos. E damos nossos nomes ao mundo para testificarmos ao mundo o que vimos. E não mentimos, Deus sendo testemunha disto. 
Christian Whitmer
Jacob Whitmer
Peter Whitmer, Jr.
John Whitmer
Hiram Page
Joseph Smith, Sênior
Hyrum Smith
Samuel H. Smith





TESTEMUNHO DO PROFETA JOSEPH SMITH
 
As palavras do próprio Profeta Joseph Smith sobre o aparecimento do Livro de Mórmon são:
“Na noite de…vinte e um de setembro…(1823)…recorri à oração e à súplica ao Deus Todo-Poderoso…
Enquanto estava assim suplicando a Deus, descobri uma luz surgindo em meu quarto, a qual continuou a aumentar até o aposento ficar mais iluminado do que ao meio-dia; imediatamente apareceu ao lado de minha cama um personagem em pé, no ar, pois seus pés não tocavam o solo.
Ele vestia uma túnica solta, da mais rara brancura. Era uma brancura que excedia a qualquer coisa terrena que eu já vira; nem acredito que qualquer coisa terrena possa parecer tão extraordinariamente branca e brilhante. Tinha as mãos desnudas e os braços também, um pouco acima dos pulsos; os pés também estavam desnudos, bem como as pernas, um pouco acima dos tornozelos. A cabeça e o pescoço também estavam nus. Verifiquei que não usava outra roupa além dessa túnica, pois estava aberta, de modo que lhe podia ver o peito.
Não somente sua túnica era muito branca, mas toda a sua pessoa era indescritivelmente gloriosa e seu semblante era verdadeiramente como o relâmpago. O quarto estava muito claro, mas não tão luminoso como ao redor de sua pessoa. No momento em que o vi, tive medo; mas o medo logo desapareceu.
Chamou-me pelo nome e disse-me que era um mensageiro enviado a mim da presença de Deus e que seu nome era Morôni; que Deus tinha uma obra a ser executada por mim; e que o meu nome seria considerado bom e mau entre todas as nações, tribos e línguas, ou que entre todos os povos se falaria bem e mal de meu nome.
Disse-me que havia um livro escondido, escrito em placas de ouro, que continha um relato dos antigos habitantes deste continente, assim como de sua origem e procedência. Disse também que o livro continha a plenitude do evangelho eterno, tal como fora entregue pelo Salvador aos antigos habitantes.
Disse também que havia duas pedras em aros de prata—e essas pedras, presas a um peitoral, constituíam o que é chamado Urim e Tumim—depositadas com as placas; e que a posse e uso dessas pedras era o que constituía os Videntes nos tempos antigos; e que Deus as tinha preparado para serem usadas na tradução do livro.
                                                                       * * * * * * *
Disse-me que quando eu recebesse as placas sobre as quais havia falado—porquanto o momento em que elas deveriam ser obtidas ainda não chegara—a ninguém deveria mostrá-las; nem o peitoral com o Urim e Tumim, salvo àqueles a quem me fosse ordenado mostrá-los; e se eu o fizesse, seria destruído. Enquanto falava comigo a respeito das placas, minha mente abriu-se de tal modo que visualizei o lugar em que estavam depositadas, e isto tão clara e nitidamente que reconheci o local quando o visitei.
Após esta comunicação vi a luz do quarto começar a concentrar-se imediatamente ao redor do personagem que estivera falando comigo e assim continuou até o quarto voltar à escuridão, exceto ao redor dele; e imediatamente vi como se fora um conduto, que levava até o céu, pelo qual ele ascendeu até desaparecer completamente; o quarto voltou, então, ao estado em que estava antes de essa luz celestial aparecer.
Fiquei meditando sobre a singularidade da cena, grandemente maravilhado com o que me dissera o extraordinário mensageiro, quando, em meio a minha meditação, descobri subitamente que meu quarto começava novamente a ser iluminado e imediatamente vi o mesmo mensageiro celestial outra vez ao lado de minha cama.
Relatou-me novamente, sem a mínima alteração, as mesmas coisas que me dissera na primeira visita; a seguir me informou de grandes julgamentos que recairiam sobre a Terra, com grandes desolações causadas pela fome, espada e peste; e que esses dolorosos julgamentos recairiam sobre a Terra nesta geração. Tendo-me comunicado estas coisas, novamente ascendeu, como fizera antes.
Tão profundas eram, então, as impressões causadas em minha mente, que perdi o sono por completo, atônito com o que havia visto e ouvido. Mas qual não foi minha surpresa quando vi novamente o mesmo mensageiro ao lado de minha cama e ouvi-o repetir as mesmas coisas que me dissera antes; e também advertiu-me, informando-me que Satanás procuraria tentar-me (em conseqüência da pobreza da família de meu pai) a obter as placas com o fim de enriquecer-me. Proibiu-me isto, dizendo que eu não deveria ter qualquer outro objetivo em vista, ao receber as placas, a não ser o de glorificar a Deus; e que eu não deveria ser influenciado por qualquer outro motivo, senão o de edificar o seu reino; caso contrário, não as poderia obter.
Após esta terceira visita ele ascendeu ao céu, como antes; e outra vez fiquei meditando sobre a estranheza do que acabara de acontecer; quase imediatamente após o mensageiro celestial ter ascendido pela terceira vez, o galo cantou e vi que o dia se aproximava, de modo que as entrevistas deviam ter durado toda aquela noite.
Pouco depois me levantei e, como de costume, fui cuidar dos afazeres do dia; mas ao tentar trabalhar como normalmente fazia, senti-me tão exausto que não consegui. Meu pai, que trabalhava perto de mim, percebeu que eu não estava bem e disse-me que fosse para casa. Saí com essa intenção, mas ao tentar atravessar a cerca do campo onde estávamos, faltaram-me as forças por completo e caí inerte ao solo, ficando completamente inconsciente durante algum tempo.
A primeira coisa de que me lembro é uma voz chamando-me pelo nome. Olhei para cima e vi o mesmo mensageiro acima de minha cabeça, cercado de luz como antes. Repetiu-me tudo o que havia relatado na noite anterior e ordenou-me que fosse contar a meu pai a visão e os mandamentos que havia recebido.
Obedeci, voltando para onde estava meu pai, no campo, e relatei-lhe todo o ocorrido. Ele respondeu-me que aquilo era obra de Deus e disse-me que fizesse o que o mensageiro ordenara. Deixei o campo e fui até o local onde o mensageiro dissera estarem depositadas as placas; e, devido à nitidez da visão que tivera, referente ao local, reconheci-o no instante em que lá cheguei.
Próximo à vila de Manchester, no Condado de Ontário, Estado de Nova York, existe uma colina de considerável tamanho, sendo a mais alta da redondeza. No lado oeste dessa colina, não muito distante do cume, sob uma pedra de considerável tamanho, estavam as placas, depositadas em uma caixa de pedra. No meio, na parte superior, essa pedra era grossa e arredondada; era, porém, mais fina na direção das extremidades, de modo que a parte central ficava visível acima do solo, mas as bordas em toda a volta estavam cobertas de terra.
Tendo removido a terra, arranjei uma alavanca, introduzi-a sob a borda da pedra e consegui levantá-la com um pequeno esforço. Olhei e lá realmente vi as placas, o Urim e Tumim e o peitoral, como afirmara o mensageiro. A caixa na qual se encontravam era formada de pedras unidas por uma espécie de cimento. No fundo da caixa havia duas pedras colocadas transversalmente e sobre estas estavam as placas e as outras coisas.
Fiz uma tentativa de retirá-las, mas fui proibido pelo mensageiro, que outra vez me informou ainda não haver chegado o momento de retirá-las, dizendo que esse momento não chegaria a não ser quatro anos após aquela data. Disse-me que eu deveria voltar àquele local precisamente um ano mais tarde e que lá ele se encontraria comigo, devendo eu continuar a assim proceder até que chegasse o tempo de receber as placas.
De acordo com o que me fora ordenado, voltei lá ao fim de cada ano e todas as vezes encontrei o mesmo mensageiro. Em cada uma das entrevistas recebi dele instruções e conhecimento com respeito ao que o Senhor ia fazer e à maneira pela qual o seu reino deveria ser conduzido nos últimos dias.
                                                                   * * * * * * *
Finalmente chegou a época de receber as placas, o Urim e Tumim e o peitoral. No dia vinte e dois de setembro de mil oitocentos e vinte e sete, tendo ido, como de costume, ao fim de mais um ano, ao local onde estavam depositados, o mesmo mensageiro celestial entregou-os a mim, com a advertência de que eu seria responsável por eles; que se eu os deixasse extraviar por algum descuido ou negligência, seria cortado; mas que se eu empregasse todos os esforços para preservá-los até que ele, o mensageiro, os reclamasse, eles seriam protegidos.
Logo verifiquei a razão de tão severas recomendações para que os guardasse em segurança e por que o mensageiro dissera que, quando eu tivesse realizado o que me fora ordenado, ele viria buscá-los. Pois tão logo se soube que estavam em meu poder, foram empregados os mais tenazes esforços para tirá-los de mim. Todos os estratagemas possíveis foram usados com esse propósito. A perseguição tornou-se mais amarga e severa que antes e multidões mantinham-se continuamente alertas para tirá-los de mim, se possível. Mas pela sabedoria de Deus eles continuaram seguros em minhas mãos até que cumpri, por meio deles, o que me fora requerido. Quando o mensageiro os reclamou, de acordo com o combinado, entreguei-os a ele, que os tem sob sua guarda até esta data, dois de maio de mil oitocentos e trinta e oito.”
O registro antigo, assim saído da terra como a voz de um povo falando do pó e traduzido para linguagem moderna pelo dom e poder de Deus, conforme atestado por afirmação divina, foi publicado pela primeira vez, em inglês, em 1830, como The Book of Mormon.

 

Deixe um comentário