O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC – chegou ao interior alagoano com a ideia de ofertar emprego rápido. Os cursos serão ofertados pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas- Campus Palmeira dos Índios. O curso: Segurança do Trabalho. Mas, precisamos atentar para alguns pontos:
- O IFAL Campus Palmeira dos Índios sofre com a política de cotas. A razão é simples e objetiva: os indivíduos que são aprovados no exame de seleção possuem, em muitos casos, uma pontuação vergonhosa, 8 pontos quando o mínimo de 12 pontos apenas classifica o candidato(realidade abandonada). Junto com essa pontuação vem também as deficiências e vícios das escolas públicas e isso, pior que a baixa pontuação, é o suficiente para rebaixar o nível acadêmico da instituição. Apesar de ser um Campus premiado e bem evidente na região e no País, o IFAL Campus Palmeira dos Índios se aproxima da mediocridade, pois a qualidade educacional está, há muito tempo, tendendo a zero. É uma contradição, mas é a realidade. Os alunos e os professores que se dedicam à pesquisa é ínfimo comparado com a quantidade de alunos, ou seja, poucos se salvam de um mar de gente. Com a criação do Campus de Arapiraca, o corpo discente de Palmeira dos Índios será composto de palmeirenses e isso vai deixar a situação mais crítica.
- De uma forma geral a gestão do Campus também deixa a desejar, pois sendo o IFAL uma instituição de destaque no interior alagoano, seria de se esperar que fosse também um exemplo na execelência do ensino e que ocupasse nas empresas locais o lugar técnico e profissional, coisa que não acontece com os alunos já matriculados dos cursos técnicos integrados, com estágio obrigatório, imagine com os do PRONATEC. Como exemplo mais direto, tem-se os alunos do PROEJA que não são bem assistidos no mercado por causa da falta de estímulo da gestão em incentivar seus próprios alunos na busca por uma colocação profissional na região. Acredito que se não consegue fazer cumprir um papel efetivo do PROEJA, também não conseguirá obter sucesso com o PRONATEC.
- A estrutura do Campus está inerte e o corpo docente está inchando: a qualidade é que foi jogada no canto, o que importa é quantidade, não é o que dizem?!
- O curso oferecido é uma jogada de marketing. Foi criado em 2011 e pode-se dizer que não se sai bem, ou não se saía bem. O problema é a falta de um quadro de professores para o curso e uma política eficiente para a promoção dos profissionais formados. E esse não é um problema exclusivo do Curso de Segurança do Trabalho, o de Edificações e Eletrotécnica também jazem com essa doença crônica.
- A cidade de Palmeira dos Índios é o pior exemplo de desenvolvimento! Uma cidade sem administração e com índices, melhor nem mencionar. Algo diz que esse programa, nessa cidade, vai acabar sendo um veículo de compra de votos, principalmente nesse ano de eleição, sem resultado algum.
Alguém realmente acha que o PRONATEC em Palmeira dos Índios vai acabar bem? Pode até ser uma boa, mas as chances de ser outra vergonha é mais alta. É esperar para ver. Aos participantes, que não tiver coisa melhor, boa sorte!
Na televisão os programas do MEC são lindos, na prática…temos coisas obscuras com a mesma chancela!
Rafael, muito bom teu texto! Parabenizo-o não somente pela qualidade textual e contextual em si, mas sobretudo pela ousadia de ter \”tocado em algumas feridas\” que somente parecemos ignorar, em relação a várias nuances do IFAL – e do campus, especificamente.Um dos pontos que mais me atraiu, foi certamente no que diz respeito à pontuação mínima exigida para admissão no instituto. Esta, está gradualmente se retraindo a cada nova edição do exame seletivo. E, como foi mencionado por você, a coisa toda prejudica o \”status quo\” da escola e, além mais, os próprios alunos que certamente irão enganosamente preparados para um novo ritmo acadêmico.Parabéns pelo texto e pela empreitada!
CurtirCurtir
Este comentário foi removido pelo autor.
CurtirCurtir